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Brasil

“Cada povo estabelece suas prioridades” e paga o preço por suas escolhas!


Há alguns dias deparei-me com uma postagem compartilhada partir da página do deputado federal  do Acre, Sibá Machado (PT-AC), no qual havia uma comparação entre preços praticados nos EUA e no Brasil, mais precisamente o preço de um iPhone (R$ 1.930,00 nos EUA e R$ 3.599,00 no Brasil), do tratamento contra o câncer e da educação universitária, que segundo a mesma seriam gratuitas no Brasil. Fechando o quadro, a conclusão: “Cada povo estabelece as suas prioridades”.

Uma afirmação que no contexto induz o leitor incauto a imaginar que as prioridades eleitas pelo atual Governo petista estariam centradas na Saúde e na Educação, em contraposição às prioridades yankees, voltadas para o consumo e o mercado. E ainda pior, induz a pensar que tais escolhas fariam do Brasil um país melhor, com melhor qualidade de vida para o seu povo.

Comentei quase que por impulso, expondo outros comparativos entre os dois países que evidenciaram a realidade que a postagem tentava distorcer:

“IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) dos EUA: 0,937% (terceiro colocado no ranking mundial). Brasil: 0,730% (85a posição). PIB per capita no Brasil: US$ 11,7 mil; nos EUA esse valor é de US$ 51,7 mil. Inflação nos EUA (setembro de 2015): – 0,036%; inflação no Brasil no mesmo mês: 9,463%. Taxa de desemprego nos EUA (agosto 2015): 5,1%; no Brasil, 9,1%. Taxa de juros nos EUA (Set/2015) 0%; no Brasil, 14,25%. Porcentagem da população com ensino superior (segundo a OCDE): no Brasil, 11%; nos EUA, 42%. Ainda segundo o OCDE os EUA são o país que mais dinheiro gasta por ano com cada estudante: quase 23 mil dólares. E além disso tudo, o iPhone é muito mais barato lá do que cá porque a carga tributária nos EUA corresponde a 24,3% do PIB, e no Brasil este número chega a 40%. Pior ainda: se considerarmos o quesito “retorno à população”, pesquisa do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário concluiu que entre os 30 países do mundo com maior carga tributária o Brasil apresenta o pior desempenho em retorno de serviços públicos à população. Nos EUA essa taxa é de 163,83; no Brasil, 135,83”.

Uma comparação dos indicadores sócio-econômicos do Brasil com os dos EUA é algo que parece despropositada, pela enorme distância que ainda separa os dois países. Mas como o tema da postagem se refere às “escolhas de um povo” uma comparação com Singapura seria mais emblemático.

Ao eleger Lula e depois Dilma duas vezes, o povo brasileiro mostrou que se deixou seduzir ou enganar pelo encanto do discurso “lulo-petista-socialista”, que prometia justiça social por meio de uma ampla redistribuição da riqueza através dos programas sociais. No imaginário do lulo-petismo tal riqueza seria proveniente de uma “nova matriz macroeconômica”, uma variante capenga do capitalismo de Estado chinês, que na prática revelou-se uma fraude, um fracasso que empurrou o povo brasileiro à uma situação pré-falimentar: inflação, desemprego e retração da atividade econômica, tudo “junto e misturado” formando um quadro de recessão sem perspectiva de recuperação a curto prazo. Isso sem falar nos desvios de conduta, nos maiores escândalos de corrupção da história do país.

Singapura é um pequeno país insular (na verdade uma cidade-Estado) localizado na ponta sul da Península Malaia, no Sudoeste Asiático. Colônia britânica até 1959, Singapura obteve sua completa independência em 1965. País com poucos recursos naturais, seu Governo apostou desde o início no livre-mercado e no desenvolvimento de uma forte infra-estrutura bancária e financeira. Desde sua fundação, o Governo de Singapura é exercido pelo Partido da Ação Popular (que venceu todas as eleições desde a concessão britânica de autonomia interna em 1959) cuja imagem é a de um governo forte, experiente e altamente qualificado, apoiado por um serviço especializado civil e um sistema de educação com ênfase na realização e na meritocracia. O país tem sido consistentemente avaliado como o ps menos corrupto da Ásia e entre os dez mais livres da corrupção no mundo, segundo a Transparência Internacional. O Sistema Judicial de Singapura é extremamente duro e a atividade criminosa é geralmente punida com pesadas penas, que podem chegar à pena de morte nos casos de homicídio qualificado e tráfico de drogas.

corruption

Segundo a Transparência Internacional, Singapura é o país menos corrupto da Ásia e um dos menos corruptos do mundo, ao lado da Dinamarca e Nova Zelândia. O Brasil, após uma década de governo petista, encontra-se entre os mais corruptos do mundo

 

Apoio à iniciativa privada e ao sistema financeiro, meritocracia, governo competente, qualificado e honesto e um sistema judicial que garante a punição dos criminosos. Estas foram as escolhas do povo de Singapura.

O Brasil ao contrário, optou pelo “socialismo” que sufoca a iniciativa privada com impostos sem retorno e juros exorbitantes; pelo “petismo” e sua “companheirada”, que formou Governos com base em afinidades ideológicas e na cooptação de aliados – sejam eles quem forem – dispostos a trocar seu apoio pelo dinheiro de propinas e cargos no Governo; o Brasil optou por políticos corruptos, incompetentes e pouco qualificados; e por um sistema judicial leniente, lento, frouxo e pouco eficiente, tudo em nome da “democracia”.

Façamos então o mesmo quadro comparativo entre o Brasil e Singapura, e vejamos quem fez a 0pção correta:

IDH – Singapura: 0,901 (9a posição no ranking mundial); Brasil: 0,730% (85a posição).
PIB per capita – Singapura: US$ 56,11 mil ( terceiro maior PIB per capita por paridade do poder de compra do mundo); Brasil: US$ 11,7 mil .
INFLAÇÃO (preços ao consumidor, Set/2015) – Singapura: – 0,7% (inflação negativa); Brasil: 9,463%.
TAXA DE DESEMPREGO (Agosto 2015) – Singapura: 2%; Brasil: 9,1%.
TAXA DE JUROS (Setembro/2015) – Singapura: 0,21%; Brasil: 14,25%.
DÍVIDA EXTERNA (Outubro/2015) – Singapura: US$ 0,00; Brasil: US$ 348 bilhões.
IMPOSTOS (% do PIB 2015) – Singapura: 14,2%; Brasil: 40%.
Não bastassem tais indicadores, a escolha equivocada do povo brasileiro torna-se mais evidente quando se sabe que:
– Singapura é o quarto principal centro financeiro do mundo. A cidade brasileira melhor colocada segundo o Z/Yen’s Global Financial Cities, um índice que classifica as cidades mais importantes do mundo nessa área, é São Paulo, na 43a posição…
– Apesar de não produzir uma gota sequer de petróleo, Singapura possui o terceiro maior centro de refinação de petróleo do mundo (a Singapore Refining Company (SRC)) que processa cerca de um quinto do petróleo mundial. O Brasil, apesar de todo discurso ufanista em torno da Petrobras e do pré-sal, tem no refino do petróleo um gargalo que torna o país dependente de derivados dos EUA e da Índia.

– Relatório do Fórum Econômico Mundial classificou Singapura como a segunda economia mais competitiva do mundo (o conjunto de instituições, políticas e fatores que determinam o nível de produtividade de um país). O Brasil de 2015 – depois de 13 anos de governos petistas – ocupa a 75º posição, o pior resultado da história para o Brasil. Quem fez a escolha certa? 

Daqui a poucas horas o Senado Federal pode estar dando uma nova chance ao Brasil, ao afastar do Planalto a presidente Dilma e seu partido, o PT, qualificado pelo Procurador Geral da República como a “maior organização criminosa da história deste país”. Chegou a hora de redefinirmos nossas escolhas e estabelecermos nossas prioridades.

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