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Oriente Médio, Palestina

Morre Ariel Sharon, o carniceiro de Quibya. Terrorista, assassino, genocida, porco sionista! Que passe a eternidade no Inferno!


Ariel Sharon 1Morreu neste sábado (11/01/2014) o líder sionista, assassino e genocida, Ariel Sharon, aos 85 anos de idade, depois de passar 8 anos em coma devido a um derrame cerebral.

O líder político e militar israelense começou sua trajetória como terrorista, membro da força paramilitar judaica clandestina Haganá, que lutava pelo fim da administração britânica na Palestina. Quando o Estado de Israel foi criado, em 1948, o Haganá, assim como outras organizações terroristas judaicas,  foi incorporado às forças de defesa israelenses e Sharon se tornou comandante de tropa. Em 1949 foi promovido a comandante da companhia, e, em 1951, a oficial de inteligência.

Nessa época, Ariel Sharon foi um dos idealizadores e primeiro comandante da Unidade 101, criada em 1952 com o objetivo específico de praticar atos de terrorismo de estado e semear medo e pânico nas populações árabes. Sua primeira ação no comando destas forças especiais foi também sua primeira chacina de grandes proporções, contra um pequeno vilarejo de cerca de 1.500 moradores chamado Quibya, em 14 de novembro de 1953. Mandou 600 soldados bem armados cercar o vilarejo para dificultar qualquer socorro pelos vizinhos, enquanto sua artilharia despejava centenas de projéteis sobre os palestinos indefesos e desarmados. Terminado o bombardeio indiscriminado, ordenou a penetração das tropas e passou a destruir as casas que não foram atingidas pela artilharia, a mesquita do vilarejo e a caixa d’água que alimentava a população. Quando se retiraram, as forças sionistas deixaram 69 civis palestinos mortos, 2/3 dos quais mulheres e crianças.

qibya

Crianças assassinadas em Quibya

Sharon, que assumiu a responsabilidade pela agressão terrorista, afirmou que as ordens de seus líderes haviam sido claras com relação à forma como os moradores da aldeia deviam ser tratados. Ele diz: “As ordens eram absolutamente claras: Qibya era para ser um exemplo para todos”. Publicação de documentos originais da época mostraram que Sharon ordenou pessoalmente às suas tropas “matar e causar o máximo de danos às propriedades”. Relatórios pós-operacionais falam de invadir casas e limpá-las com granadas e tiros.

Meses mais tarde, depois de continuar as ações terroristas contra as populações árabes em toda a Palestina, a Unidade 101 foi incorporada à 202 Brigada de Patrulheiros, ainda sob comando de Sharon, que continuou a atacar alvos militares e civis, culminando no ataque à delegacia de polícia de Qalqilyah, no outono de 1956.

Depois de se aposentar do exército, Sharon se juntou ao partido Likud, e serviu em vários cargos ministeriais entre 1977 a 1992 e 1996 a 1999. Em 2000, tornou-se líder do partido e foi primeiro-ministro de Israel de 2001 a 2006.

Após as eleições de 1981, Sharon foi nomeado Ministro da Defesa, e passou a apoiar e atiçar os cristãos contra os muçulmanos no Líbano, com o objetivo de fazer daquele país um posto avançado de Israel. Em 1982, Israel invadiu o Líbano, e nessa ocasião, por ordem de Sharon, foi cometido uma das mais atrozes ações de Israel contra civis palestinos: o Massacre de Sabra e Shatila. Depois de um cerco de 80 dias, Beirute é ocupada por forças sionistas, e os combatentes palestinos se retiram, apoiados no acordo intermediado pelo enviado norte americano Phillip Habib, que deu garantias a vida dos civis que ficam no Líbano. Dessa forma, ficaram nos campos de refugiados apenas os velhos, mulheres e as crianças.

Sabra e ShatilaAconteceu a mais de 30 anos – 16 setembro de 1982. Um massacre tão terrível que as pessoas que sabem sobre ele não podem esquecer. As lembranças horríveis de corpos carbonizados, decapitados, cadáveres indecentemente violados, o cheiro de carne podre. Para as vítimas e um punhado de sobreviventes, foi um holocausto de 36 horas sem misericórdia. Foi deliberado, foi planejado e foi supervisionado.

Não se sabe o número exato das vítimas do massacre, mas as estimativas giram entre os 700 mortes apontadas pela contagem oficial dos militares israelenses até a afirmação da jornalista israelense Amnon Kapeliouk de 3.500 mortos. O Crescente Vermelho estimou o número de mortos em mais de 2.000. Mas independentemente dos números, eles não mitigam o fato de que o que houve foi um crime contra a humanidade, declarado um ato de genocídio pela Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Mesmo em Israel as reações foram da mais absoluta indignação e revolta, e mais de 500.000 israelenses foram as ruas para se manifestar contra o massacre. Em 8 de fevereiro de 1983, a comissão de inquérito oficial, dirigida pelo presidente da Corte Suprema de Israel, o juiz Yitzhak Kahan, publicou seu relatório, responsabilizando pessoalmente Ariel Sharon pelo massacre e pedindo sua renúncia do cargo de Ministro da Defesa. Ele renunciou logo depois.

Em 2003, a maior corte de apelações da Bélgica decidiu que Ariel Sharon, já então primeiro-ministro Israel, poderia ser julgado por crimes de guerra, quando deixasse o cargo. O processo contra Sharon foi aberto graças à lei de jurisdição universal, criada na Bélgica em 1993, que permite que pessoas acusadas de cometer crimes de guerra sejam julgadas, independentemente do local onde os crimes tenham sido cometidos.Entretanto, Sharon nunca foi julgado pelos massacres.

Em sua vida política, Ariel Sharon foi um ferrenho defensor da construção de colônias israelenses nas áreas ocupadas de Cisjordânia e na Faixa de Gaza. No entanto, como primeiro-ministro, entre 2004 e 2005, ordenou a retirada de Israel da Faixa de Gaza, alegando razões de segurança. Entre dezembro de 2005 e janeiro de 2006, Ariel Sharon, o carniceiro de Quibya, o algoz de Sabra e Shatila, sofreu dois derrames, que o deixaram em estado vegetativo permanente até sua morte,  neste sábado, 11 de janeiro de 2014.

Ao contrário do que aconteceu no enterro de seu maior inimigo, o líder palestino Yasser Arafat, em 2004, quando centenas de milhares de pessoas acompanharam o cortejo fúnebre em Ramallah, após uma cerimônia oficial no Egito que contou com a presença de vários líderes mundiais, o enterro de Ariel Sharon foi marcado pela indiferença. Em seu funeral não haviam representantes de países do Oriente Médio, África e América Latina.

Ariel Sharon 2Que se cumpra a palavra profética do líder da Jihad Islâmica, Anwar Abu Taha, que teria dito: “Nós não nos importamos com sua saúde e que ele vá para o inferno, quer ele viva ou morra…“.

Terrorista, assassino, genocida, porco sionista! Que passe a eternidade no Inferno! A lamentar, apenas o fato de que não poderá mais comparecer ante o Tribunal Penal Internacional para ser julgado pelos crimes que cometeu contra a humanidade.

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