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Combate ao terrorismo, Extremismo Islâmico, Oriente Médio, Síria

Conflito na Síria alcança um momento crítico, e se consolida a vitória de Bashar al-Assad contra os terroristas, asseclas de Israel e do Ocidente.


Derrotados militar e moralmente, os inimigos do povo sírio recorrem à barbárie e ao extremismo para continuar sua luta, enquanto cresce o apoio interno e externo ao governo legítimo de Bashar al-Assad.

Na semana passada duas imagens correram o mundo através das redes sociais e da mídia causando indignação e revolta, além de revelar o desespero e o verdadeiro caráter dos insurgentes, terroristas e mercenários, que combatem o governo do presidente Bashar al-Assad na Síria.

Em uma das imagens, um homem, identificado posteriormente como Abu Sakkar, um dos fundadores do grupo rebelde Brigada Independente Farouq, corta o peito de um soldado morto, arranca e morde seu coração, enquanto seus companheiros aplaudem e gritam “Allahu akbar (Deus é grande)”.

Na outra, divulgada por ativistas, um homem atira na cabeça de 11 soldados sírios, ajoelhados e vendados. Os assassinos pertencem à Jabhat al-Nusra, brigada liderada por Muhammad al-Jawlani, que no início do mês de abril jurou lealdade à rede terrorista Al Qaeda e proclamou como seu principal objetivo retirar Bashar al-Assad do poder e estabelecer um emirado de estilo Taliban na Síria, para exportar sua revolução a outros países, rejeitando quaisquer negociações de paz com o governo sírio.

 

As manifestações de barbárie ocorreram após sucessivas vitórias do Exército Árabe da Síria, que retomou importantes posições estratégicas dominadas pelos insurgentes desde o ano passado, causando enormes baixas entre os rebeldes, que foram aniquilados perto de Damasco enquanto as forças do governo restauravam a ordem em partes de Homs e ao longo da fronteira sírio-libanesa.

Entre março e abril o exército sírio iniciou o cerco à cidade de Khirbet Ghazaleh, na província de Daraa, e recuperou o controle sobre a rodovia que liga Amã a Damasco, cortando os corredores de abastecimento de armas e munições para os rebeldes a partir da Jordânia. Segundo a Reuters cerca de 650 terroristas foram mortos em combate, e aproximadamente outros 1.000 militantes se retiraram da cidade, depois de perderem as esperanças de receber ajuda externa.

No início de abril as Forças Armadas da Síria desalojaram vários grupos terroristas que atuavam em Nayha, Hujeira e al-Ziyabiya, Jobar, Duma, Harasta e nas fazendas de Alieah e Ghouta Oriental, na província de Damasco. Na ação foi eliminada a maioria dos integrantes da Brigada de Zaid ben Harez, grupo terrorista da frente al-Nusra, no povoado de Wadi Sheikhan, na província costeira de Latakia. Entre os rebeldes mortos estava um terrorista belga chamado Ahmad Steffenberg, conhecido como “Raposa Belga”, assim como outros dois de nacionalidade egípcia.

Ainda em abril o exército sírio iniciou o cerco aos rebeldes da cidade de Al-Quseir, perto da fronteira com o Líbano. A região, perto da capital da província de Homs, liga Damasco aos importantes portos marítimos de Latakia e Tartus. Apoiados por comandos do Hezbollah, as tropas do governo ganharam ainda o controle de quatro vilas da província de Homs – Qadesh, Mansourieh, Saadiyeh e Radwaniyeh, todas próximas a Al-Quseir.

Na mesma semana, com a ajuda de oficiais iranianos e do Hezbollah, intensificou-se o cerco na cidade de Homs – terceira maior do país e considerada a “capital da revolução” pelos rebeldes – com a tomada do bairro de Wadi al-Sayeh. A localidade fica no caminho entre o bairro de Khaldiyeh e a área antiga de Homs, duas áreas controladas pelos rebeldes e cercadas pelo exército há quase um ano. A tomada de Wadi al-Sayeh permitiu ao exército isolar os dois setores, cortando a estrada de ligação.

No início de maio o exército abriu caminho para o aeroporto de Aleppo, furando o cerco imposto pelos rebeldes e permitindo o envio de armas e reforços para os postos de soldados na segunda maior cidade da Síria. Segundo comunicado do Exército, as forças governamentais restauraram a “segurança e a estabilidade das cidades localizadas na estrada internacional (…) em direção ao aeroporto internacional de Aleppo“. Esta estrada atravessa o deserto e parte de Salamiyé, na província de Hama, e se dirige ao norte, passando pelo campo de refugiados palestinos de Naïrab e o aeroporto internacional de Aleppo, abrindo caminho para o envio de armas e reforços de Hama para Aleppo.

Tropas do exército sírio comemoram a vitória em Al-Quseir

Tropas do exército sírio comemoram a vitória em Al-Quseir

Na segunda quinzena de maio, o exército sírio completou a retomada de Al-Quseir, matando um importante líder da Al-Nusra, Nawaf Alwani, além de centenas de combatentes rebeldes.  Al-Quseir, na fronteira com o Líbano, é considerada uma área estratégica porque os grupos terroristas a têm usado como ponte para receber armas de países como a Arábia Saudita. Na operação foram presos 11 soldados israelenses, dois deles feridos, que lutavam junto com os terroristas. Além disso, a cadeia de notícias libanesa Al-Minar enviou um vídeo em que se vê um veículo militar israelense confiscado pelas forças sírias, prova clara do envolvimento dos militares e membros da inteligência israelense no país árabe. No carro, usado para monitorar comunicações e interferir em sinais sem fio, também foram encontrados munições, uniformes e vários aparelhos de comunicação. Também foram detidos dezenas de oficiais franceses, britânicos, belgas, holandeses e do Qatar, confirmando as afirmações do Chefe anti-terror da União Européia, Gilles de Kerchove, de que centenas de europeus estão lutando com as forças rebeldes na Síria. O temor, justificado, das agências de inteligência é de que estes combatentes poderiam participar de grupos ligados à Al-Qaeda e depois voltar para a Europa para lançar ataques terroristas.

Quanto à interferência de Israel no conflito interno sírio, pode-se afirmar que tem um objetivo muito preciso, o que conduziu à formação de fato da coalizão entre Israel, o Ocidente e as monarquias do Golfo: preparar seu ataque ao Irã. Desestabilizar a Síria, depor Bashar al-Assad e impor um regime de caos e anarquia, marcado pela violência sectária – como feito no Iraque e na Líbia – são ações que fazem parte do roteiro traçado pelos Estados Unidos e por Israel para um provável confronto contra o país persa.

Exército Árabe da Síria em "Al-Ghassaniya"

As câmeras do “Russia Today” acompanharam o Exército Árabe da Síria quando entraram em “Al-Ghassaniya” e mostrou a alegria e alívio dos moradores que saíram às ruas para saudar  seus bravos salvadores … Julgue por si mesmo: esses moradores estão olhando aterrorizados o seu exército? Ou eles estão agradecendo a Deus pela chegada de seus heróis?

Paradoxalmente, a conspiração sionista-ocidental tem como seu principal “braço armado” grupos terroristas ligados à Al Qaeda, que vem engrossando suas fileiras com militantes do combalido Exército Livre da Síria, cooptados através de um discurso extremista e jihadista. Segundo o jornal britânico “The Guardian”, unidades inteiras do ELS tem aderido às fileiras da Jabhat al-Nusra.

Na prática, o auto-denominado Exército Livre da Síria já não existe mais como força de combate relevante, após terem perdido – de acordo com estimativas da própria organização – um quarto do total de seus efetivos nos recentes combates contra as forças governamentais. Do que restou, muitos estão abandonando suas posições e outros estão se unindo aos terroristas da Al Qaeda. Como afirmou Assad em uma entrevista recente: “Não há Exército Livre da Síria, só Al-Qaeda“. Este fato representa um dilema para os inimigos da Síria, em especial os EUA, a Grã-Bretanha e a França, que querem armar os rebeldes, uma vez que tais armas, certamente, irão cair nas mãos da Al Qaeda, e serão utilizadas contra si mesmos no futuro.  

As derrotas no campo de batalha, no âmbito político-diplomático, o receio do Ocidente em continuar fornecendo armas, munições e outros recursos a grupos extremistas e a revelação constrangedora do apoio de Israel à revolta, tudo isso tem minado a moral dos insurgentes, que vêm se tornando presas fáceis para o bem treinado e equipado Exército Árabe da Síria, que depois de uma fase difícil, se encontra confiante e motivado.

“Eu entrei no Exército para lutar contra Israel. E agora estou lutando contra os asseclas de Israel. E os asseclas da Arábia Saudita e do Qatar. Essa é uma conspiração, e o Ocidente está ajudando os terroristas estrangeiros que chegaram à Síria, ao mesmo tempo em que está tentando matar esses mesmos terroristas no Mali” – diz um oficial de alta patente do Exército Sírio, que vê no complô ocidental contra a Síria uma repetição do Acordo Sykes-Picot, no qual o Reino Unido e a França secretamente dividiram o Oriente Médio entre eles.

– “Agora eles querem fazer o mesmo. O Reino Unido e a França dão armas aos terroristas para nos dividir, mas nós queremos manter uma Síria unida, no qual todos vivam juntos, democraticamente, não se importando com a religião mas vivendo pacificamente sob nosso defensor Bashar al-Assad“.

palestine loves siria

Desde o início do conflito na Síria manifestei apoio ao presidente Bashar al-Assad, por identificar entre seus inimigos a aliança sionista-ocidental que agora revela-se flagrantemente real. Na época recebi críticas de amigos palestinos através das redes sociais. Hoje, entre as muitas publicações compartilhadas em meu perfil, tenho visto inúmeras manifestações de apoio à Síria e ao seu governo legalmente constituído. Fico feliz que os palestinos tenham entendido quem é o verdadeiro inimigo, e os riscos que uma vitória dos interesses sionistas podem trazer à luta pela libertação da Palestina.

O tempo tem se esgotado para o Ocidente, que diante do fracasso de sua “guerra por procuração” tenta desesperadamente buscar uma desculpa para justificar uma intervenção militar direta, como fizeram no Iraque e na Líbia. Acusam o governo sírio de usar armas químicas, quando na verdade estas armas foram entregues pela OTAN aos terroristas da Al Qaeda para serem usadas contra a população.

Não há como prever quanto tempo ainda levará para livrar o país dos terroristas e mercenários financiados pelo Ocidente, mas não existe mais nenhuma dúvida quanto à vitória de Bashar al-Assad, do Exército Árabe da Síria e do povo sírio.

Em tempo: ao finalizar este artigo, recebi a notícia de que a Síria já recebeu o primeiro carregamento de mísseis antiaéreos S-300, comprados da Russia. A informação foi prestada pelo presidente Bashar al-Assad em entrevista à rede de TV al-Manar, do Líbano. As baterias de mísseis S-300 são um dos mais modernos e eficazes sistemas de defesa antiaérea, superiores aos Patriot americanos instalados em Israel. A arma, acionada de plataformas móveis e com alcance de 200 km, é capaz de rastrear até 100 alvos simultaneamete, e são de fato um poderoso fator de dissuassão contra uma intervenção militar direta de Israel, da Otan ou dos Estados Unidos nos assuntos internos da Síria.

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2 comentários sobre “Conflito na Síria alcança um momento crítico, e se consolida a vitória de Bashar al-Assad contra os terroristas, asseclas de Israel e do Ocidente.

  1. 05/06/2013 – Al-Quseir: Povo comemora a libertação da cidade e celebra a grande vitória de seu exército. Veja o vídeo. https://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=tGZehPlJYc4

    Publicado por mkninomiya | 2013/06/06, 06:46

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