Você está lendo...
Uncategorized

Ataque à Mesquita de Al-Aqsa: Jordânia expulsa embaixador de Israel. Manifestantes exigem o fim das relações diplomáticas e a anulação do tratado de paz de 1994.


Parlamento egípcio também exige a expulsão do embaixador israelense no Cairo e o rompimento de todos os vínculos e relações político-econômicas com o regime sionista.

Protestos anti-sionistas em Aman

Protestos anti-sionistas em Aman

O embaixador israelense em Amã, Daniel Nevo, deixou nesta quarta-feira o território jordaniano, depois que os deputados do Parlamento da Jordânia aprovaram, por unanimidade, uma Resolução exigindo que o governo do país expulsasse o embaixador de Israel. 

A atitude dos parlamentares jordanianos foi uma resposta à invasão da Mesquita de Al-Aqsa por um grupo de colonos israelenses. Na semana passada cerca de 40 colonos israelenses, protegidos por soldados, invadiram o pátio da mesquita e agrediram jovens palestinos que oravam no local. No mesmo dia (08/05) as forças de ocupação israelenses prenderam o mufti (supremo líder religioso muçulmano) palestino Sheikh Mohammed Hussein e o presidente do Comitê de Cuidados de Túmulos Muçulmanos em Jerusalém, Mustafa Abu Zahra.

Segundo as agências internacionais de notícias, elementos de unidades especiais das forças policiais israelenses concentraram-se nas portas da mesquita, impedindo a entrada dos alunos das oficinas de ciências e dificultando a entrada de adoradores ao exigir que as identidades dos fiéis fossem retiradas somente na saída. Enquanto isso, os colonos invadiam por outro acesso com a escolta de soldados israelenses.

Mesquita de Al-AqsaAs autoridades palestinas condenaram imediatamente a invasão e as detenções, que consideram uma infração aos direitos religiosos e a liberdade da prática religiosa, naquilo que o primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, chamou de “mais uma das constantes violações de Israel ao direito internacional“.

O Embaixador da Jordânia nos territórios palestinos ocupados, Walid Obeidat, protestou junto ao Ministério das Relações Exteriores de Israel e do escritório do primeiro-ministro Benyamin Netanyahu, para insistir na necessidade de um fim imediato à entrada de colonos israelenses na Al-Aqsa, que considerou uma violação das resoluções e cartas internacionais e fere os sentimentos dos muçulmanos fiéis ao redor do mundo, lembrando que os ataques de radicais israelenses ocorrem quase que diariamente na Mesquita de Al-Aqsa sob diferentes pretextos . 

– “Israel deve cumprir suas responsabilidades e fazer cessar os ataques intencionais contra os lugares santos“.

Nos dias seguintes dezenas de ativistas jordanianos se reuniram perto da representação israelense em Aman para exigir a expulsão do embaixador israelense, Daniel Nevo, e o rompimento das relações diplomáticas com o regime sionista. Nesta quarta-feira (15/05) o  parlamento jordaniano aprovou uma resolução para expulsar o embaixador israelense em Aman. Um dos parlamentares chegou a pedir ao rei jordaniano a anulação do tratado de paz assinado em 1994 e declarar guerra a Israel.

Igual medida foi exigida pelo Conselho Shura (câmara alta do Parlamento egípcio), ao Cairo, que condenou os ataques israelenses em Al-Aqsa, e pediu a expulsão do representante de Tel Aviv no Cairo. Durante uma reunião na segunda-feira (13/05), os membros do Conselho de Administração, presidido por Ahmed Fahmi, expressaram sua rejeição à ação israelense contra a Mesquita de Al-Aqsa e descreveram o ato como um “erro histórico” cometido pelo regime sionista contra a população palestina.

O Conselho Shura pediu aos países árabes e islâmicos para que tomem uma posição contra a agressão israelense à Mesquita de Al-Aqsa e sua contínua violação do direito internacional, recomendando ao Governo egípcio que “quebre o mais rápido possível os seus laços e a cooperação político-econômica com o regime israelense”.

Por sua vez, o Secretário-Geral da Organização da Conferência Islâmica (OCI), Ekmeledin Ihsanoglu, condenou a brutal agressão dos colonos israelenses contra os palestinos e alertou as autoridades israelenses para as consequências adversas de seus atos criminosos, perigosos e premeditados.

Anúncios

Discussão

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Estatísticas

  • 42,466 visitas
%d blogueiros gostam disto: