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Hugo Chavéz foi um grande aliado do povo palestino, um aliado com a perfeita visão histórica dos fatos, que não cansou de denunciar o genocídio praticado por Israel. Um aliado que não se limitou à retórica hipócrita e vazia, mas que com ações concretas defendeu o direito da Palestina à autodeterminação. “Quieren saber quién era Hugo Chavez? Miren quienes lloran su muerte y quienes la festejan”


Chavez+and+Palestine+flag+2012No dia 05 de março de 2013 o mundo perdeu um de seus maiores líderes políticos, vítima câncer, aos 52 anos: Hugo Chávez Frias, presidente da República Bolivariana da Venezuela, cujo legado deixou marcas profundas na história de seu país, na América Latina e no mundo.

Ao longo dos quase 20 anos em que conduziu o Estado venezuelano, o Chavéz refundou seu país, o descolonizou, redistribuiu a renda petroleira, combateu o analfabetismo e a pobreza, elevou os índices da saúde, aumentou o salário mínimo e fez a economia crescer. Boicotado pelos países alinhados aos EUA e pela mídia americanófila, poucos conhecem os fatos sobre o que representou o governo Chavéz para a Venezuela, mas a verdade é clara, conforme atestam os números:

– Em 1988 Chavéz implementou uma ampla campanha de alfabetização, denominada Missão Robinson I. Em dezembro de 2005 a Unesco decretou que o analfabetismo na Venezuela havia sido erradicado. Cerca de 1,5 milhão de venezuelanos aprenderam a ler e a escrever; o número de crianças na escola passou de 6 milhões para 13 milhões em 2011, e a taxa de escolarização foi a 93,2%. Com o lançamento das Missões Robinson II, Ribas e Sucre, os venezuelanos passaram a ter ampliados os acessos ao nível secundário e ao ensino superior. Assim, a taxa de escolarização no ensino secundário passou de 53,6% em 2000 para 73,3% em 2011, e o numero de universitários passou de 895.000 em 2000 para 2,3 milhões em 2011, com a criação de novas universidades.

– Em relação à saúde, foi criado o Sistema Nacional Público para garantir o acesso gratuito aos serviços de saúde para todos os venezuelanos. Entre 2005 e 2012, foram criados 7.873 centros médicos na Venezuela. O número de médicos passou de 20 por 100 mil habitantes, em 1999, para 80 em 2010, ou seja, um aumento de 400%. Com isso, a taxa de mortalidade infantil passou de 19,1 a cada mil, em 1999, para 10 a cada mil em 2012, ou seja, uma redução de 49%, e a expectativa de vida passou de 72,2 anos em 1999 para 74,3 anos em 2011.

– As conquistas sócio-econômicas também não foram menores. De 1999 a 2011, a taxa de pobreza passou de 42,8% para 26,5%, e a taxa de extrema pobreza passou de 16,6% em 1999 para 7% em 2011.  Na classificação do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), a Venezuela passou do posto 83 no ano 2000 (0,656) ao 73° lugar em 2011 (0,735), e entrou na categoria das nações com o IDH elevado, superando o Brasil. O coeficiente Gini, que permite calcular a desigualdade em um país, passou de 0,46 em 1999 para 0,39 em 2011, o mais baixo da América Latina, sendo hoje o país da região onde há menos desigualdade.

– Desde 1999 a taxa de desemprego caiu mais de 50%, com a criação de mais de 4 milhões de novos postos de trabalho. O salário mínimo passou de 100 bolívares (16 dólares) em 1998 para 247,52 bolívares (330 dólares) em 2012, ou seja, um aumento de mais de 2.000%. Trata-se do salário mínimo mais elevado da América Latina. A jornada de trabalho foi reduzida a 6 horas diárias e a 36 horas semanais sem diminuição do salário.

– A dívida pública passou de 45% do PIB em 1998 a 20% em 2011. A Venezuela se retirou do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, pagando antecipadamente todas as suas dívidas. Em 2012, a taxa de crescimento da Venezuela foi de 5,5%, uma das mais elevadas do mundo, e o PIB por habitante passou de 4.100 dólares em 1999 para 10.810 dólares em 2011. Segundo o relatório anual World Happiness de 2012, a Venezuela é o segundo país mais feliz da América Latina, atrás da Costa Rica, e o 19° em nível mundial, à frente da Espanha e da Alemanha.

– Outros números da Revolução Bolivariana não são menos impressionantes: a taxa de desnutrição passou de 21% em 1998 para menos de 3% em 2012.; 95% da população venezuelana possui água potável nas torneiras; desde 1999, foram construídas 700 mil moradias na Venezuela e foram entregues mais de um milhão de hectares de terras aos povos originários do país, e mais de 3 milhões de hectares de terras improdutivas foram destinadas à reforma agrária, beneficiando dezenas de milhares de agricultores. Isso permitiu que em 2012 mais de 70% dos alimentos consumidos na Venezuela fossem produzidos no país (contra 51% em 1999).  Segundo a FAO, a Venezuela é o país da América Latina e do Caribe mais avançado na erradicação da fome.

Abertura da XI Cúpula da Alba em Caracas, Venezuela

Abertura da XI Cúpula da Alba em Caracas, Venezuela

No plano regional, Hugo Chávez foi um  incansável defensor da integração da América Latina e da América do Sul, criando as bases para um projeto de integração continental, através da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América, criada em 2004 com oito países membros), da Unasul  (União de Nações Sul-Americanas, que integra 12 países do continente) e finalmente da Celac (Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos, agrupando, pela primeira vez, as 33 nações da região, que assim se emancipam da tutela dos Estados Unidos e do Canadá).

E finalmente, no plano internacional, o Comandante Chávez notabilizou-se por consolidar a Venezuela como nação relevante e de peso no cenário mundial, contrapondo-se às ambições imperialistas dos EUA no continente americano e pela defesa intransigente dos direitos humanos e da autodeterminação dos povos. Sua luta pela Verdade, pela Justiça e pela Liberdade lhe rendeu inimigos poderosos, como os EUA e o sionismo.

Quieren saber quién era Hugo Chavez? Miren quienes lloran su muerte y quienes la festejan… (Fidel Castro)

Hugo Chávez era um grande aliado do povo palestino. Em janeiro de 2009, denunciou o “governo de Israel assassino e genocida”, diante da ofensiva militar na Faixa de Gaza, expulsando o embaixador israelense e rompendo as relações diplomáticas com o país, em um gesto de solidariedade com os palestinos. Sua postura anti-sionista foi novamente enfatizada no rescaldo do massacre a bordo do Mavi Marmara em maio de 2010, ocasião em que o presidente venezuelano afirmou que o ataque foi “um ato de guerra empreendida pelo exército israelense contra civis indefesos.

Abbas-e-Chaves-CaracasEm 2011, Chávez recebeu Mahmoud Abbas na capital venezuelana, Caracas onde foi criada uma cooperação bilateral em matéria de saúde, agricultura, comércio e cultura. Após a votação da ONU que estabeleceu a Palestina como um Estado observador, uma delegação palestina de Ramallah visitou a Venezuela. Um gesto notável da Venezuela de Chávez foi a abolição de vistos para os palestinos  que pretendessem viajar para o país.

Seu falecimento foi recebido com grande pesar em toda Palestina. O presidente Mahmoud Abbas declarou que “O povo palestino permanecerá fiel a Chávez e sua memória permanecerá gravada em reconhecimento da sua coragem e consciência em apoiar o direito de estabelecer nosso Estado palestino independente com Jerusalém como sua capital“. O Hamas declarou Chávez um ativista e defensor da causa palestina “e um defensor da liberdade que se opôs agressão sionista contra a Faixa de Gaza“. Ahmed Sa’adat, Secretário Geral da Frente Popular para a Libertação da Palestina, reiterou essas declarações e evocou as semelhanças entre a luta pela liberdade na Palestina e na América Latina, dizendo que Chávez será lembrado por sua heróica atuação contra a agressão e a tirania da ocupação, e que nunca iria ser esquecido pelo povo palestino. Nabil Shaat, um dos principais lideres da Autoridade Palestina, afirmou que “a Palestina se despede de um amigo leal que defendeu apaixonadamente nosso direito à liberdade e à autodeterminação“. “Sua contribuição para a causa da dignidade não tinha fronteiras e tocou os corações e as mentes do mundo árabe“. Segundo Shaat, Hugo Chávez, “não só trabalhou continuamente pela liberdade e pela glória de sua América Latina amada, mas também por todos os povos oprimidos, incluindo a Palestina, um país que ele guardava em seu coração“.

ChavezEm 17 de setembro de 2011, o presidente venezuelano Hugo Chávez enviou uma carta ao Secretário Geral da ONU, Ban Ki-Moon, para confirmar o apoio do governo venezuelano para o estabelecimento do Estado da Palestina.  Com base em versos de poesia de Mahmoud Darwish, Chávez  descreveu com magistral simplicidade a terrível realidade do sionismo, denunciando a agressão israelense como genocida, e mostrando como Israel não só vem aniquilando o direito dos palestinos de viver em sua terra, mas também se esforça para obliterar a própria existência do povo palestino. Um documento que entra para os anais da história, epítome da resistência contra todos os tipos de opressão e injustiça.

Por Hugo Chávez Frías, Presidente da República Bolivariana da Venezuela

Miraflores, 17 setembro de 2011

Sua Excelência, 
Ban Ki-moon 
Secretário Geral das Nações Unidas

Senhor Secretário-Geral: 
Ilustres representantes dos povos do mundo:

Dirijo estas palavras à Assembléia Geral da ONU, a este grande fórum que representa todos os povos da terra, para ratificar, neste dia e neste cenário, o apoio total da Venezuela ao reconhecimento do Estado Palestino: ao direito da Palestina em se tornar um país livre, soberano e independente. Trata-se de um ato de justiça histórica para com um povo que carrega consigo, desde tempos imemoriais, toda a dor e sofrimento do mundo.

Em seu ensaio memorável “A Grandeza de Arafat”, o grande filósofo francês Gilles Deleuze escreveu com todo o peso da verdade: A causa palestina é antes de tudo, o conjunto de injustiças que essas pessoas sofreram e continuam a sofrer. E eu ouso acrescentar que a causa palestina também representa uma constante e inabalável vontade de resistir, que já está escrita na memória histórica da condição humana. Vontade de resistência que nasce do amor mais profundo pela terra. Mahmoud Daewish, a voz infinita da Palestina almejada, nos fala com o sentimento e a consciência deste amor:

Nós não precisamos de memórias 
porque em nós trazemos o Monte Carmelo 
e em nossas pálpebras a erva da Galileia. 
Não digas: Se pudéssemos correr para o meu país como um rio! Não o digas! 
Porque nós estamos na carne de nosso país 
e nosso país está em nós.

Contra aqueles que falsamente sustentam que o ocorrido com o povo palestino não é um genocídio, o mesmo Deleuze afirma com lucidez implacável: Do começo ao fim, vêm agindo como se o povo palestino não só não devesse existir, mas como se nunca tivesse existido. Isso representa a própria essência do genocídio: decretar que um povo não existe, para negar-lhes o direito à existência.

Neste sentido, quanta razão tem o grande escritor espanhol Juan Goytisolo quando afirma contundentemente: A promessa bíblica da terra da Judéia e Samaria para as tribos de Israel não é um contrato de propriedade em cartório que autoriza a expulsão daqueles que nasceram e vivem naquele solo. É precisamente por isso que a resolução de conflitos no Oriente Médio deve, necessariamente, trazer justiça ao povo palestino, este é o único caminho para a paz.

É perturbador e doloroso que as mesmas pessoas que sofreram um dos piores genocídios da história tenham se convertido nos carrascos do povo palestino: é perturbador e doloroso que a herança do Holocausto seja a Nakba. E é verdadeiramente preocupante que o sionismo continue a usar a acusação de anti-semitismo como uma chantagem contra aqueles que se opõem às suas violações e crimes. Israel tem, descaradamente e vilmente, usado e continua a usar a memória de suas vítimas. E eles fazem isso para agir com total impunidade contra a Palestina. Ademais, vale a pena mencionar que o anti-semitismo é um flagelo ocidental, de raiz européia, em que os árabes não tiveram participação. Além disso, não vamos esquecer que é o povo semita da Palestina que sofre com a limpeza étnica praticada pelo Estado colonialista israelense.

Quero tornar-me claro: uma coisa é denunciar o anti-semitismo, e outra coisa totalmente diferente é aceitar passivamente que a barbárie sionista imponha um regime de apartheid contra o povo palestino. Do ponto de vista ético aqueles que denunciam o primeiro, devem condenar o segundo.

Uma digressão necessária: tem sido fartamente utilizado confundir o sionismo com o judaísmo. Ao longo do tempo fomos lembrados disto por vários intelectuais judeus, como Albert Einstein e Erich Fromm. E hoje há um número cada vez maior de cidadãos conscientes, dentro de Israel propriamente dito, que abertamente se opõem ao sionismo e suas práticas criminosas e terroristas.

Há que dizê-lo com todas as letras: o sionismo, como uma visão de mundo, é absolutamente racista. Prova irrefutável disto pode ser notado nas palavras, de cinismo aterrador, escritas por Golda Meir: Como vamos devolver os territórios ocupados? Não há ninguém a quem devolvê-los. Não há tal coisa chamada povo palestino. Não é como as pessoas pensam, que existia um povo chamado “palestinos”, que se consideravam palestinos, e que nós chegamos, os expulsamos e nos apropriamos de seu país. Eles simplesmente jamais existiram.

É importante lembrar que: a partir do final do século XIX, o sionismo iniciou o chamado para o retorno do povo judeu à Palestina e a criação de um Estado nacional próprio. Esta abordagem foi benéfica e funcional para os colonialistas franceses e britânicos, como também seria mais tarde para o imperialismo ianque. O Ocidente sempre incentivou e apoiou a ocupação sionista da Palestina por meios militares, o que ocorre desde então.

Leiam e releiam o documento historicamente conhecido como a Declaração de Balfour de 1917: o governo britânico assumiu a responsabilidade legal em prometer um lar nacional na Palestina para o povo judeu, ignorando deliberadamente a presença e os desejo de seus habitantes. Deve-se acrescentar ainda que cristãos e muçulmanos viveram em paz durante séculos na Terra Santa até o momento em que o sionismo começou a reclamá-la como sua propriedade total e exclusiva.

Não vamos esquecer que no início da segunda década do século XX, o sionismo começou a desenvolver seus planos de expansão, aproveitando a ocupação colonial britânica na Palestina. Até o final da Segunda Guerra Mundial, a tragédia do povo palestino se exacerbaria, consumando-se na expulsão de seu território e, ao mesmo tempo, da história. Em 1947, a desprezível e ilegal resolução 181 da ONU recomendou dividir a Palestina em um Estado judeu, um Estado árabe, e uma área sob controle internacional (Jerusalém e Belém). Vergonhosamente, 56% do território foi concedido ao sionismo para estabelecer seu Estado. Na verdade, esta resolução violou o direito internacional e ostensivamente vem ignorando a vontade da grande maioria árabe: o direito à autodeterminação dos povos tornou-se letra morta.

De 1948 até esta data, o Estado sionista tem continuamente aplicado a sua estratégia criminosa contra o povo palestino com o apoio constante de seu aliado incondicional, os Estados Unidos da América do Norte. Esta lealdade incondicional é claramente observada pelo fato de que Israel dirige e define a política internacional dos EUA para o Oriente Médio. É por isso que o grande palestino de consciência universal Edward Said afirmou que qualquer acordo de paz construído sob a aliança com os Estados Unidos seria uma aliança que confirmaria o poder sionista, ao invés de confrontá-lo.

Então, ao contrário do que Israel e os Estados Unidos estão tentando fazer, levando o mundo a acreditar nas transnacionais midiáticas, o que aconteceu e continua a acontecer na Palestina, usando as palavras de Said, não é um conflito religioso, mas um conflito político, de cunho colonial e imperialista e ele não é um conflito milenar, senão contemporâneo, não é um conflito nascido no Oriente Médio, mas sim na Europa.

O que foi e continua a estar no centro deste conflito: o debate e as discussões têm priorizado a segurança de Israel, ignorando a Palestina. Isto é corroborado por recentes acontecimentos, um bom exemplo é o mais recente episódio genocida desencadeado por Israel durante a Operação “Chumbo Fundido” em Gaza.

A segurança da Palestina não pode ser reduzida ao simples reconhecimento de uma autonomia limitada e o autocontrole policialesco em suas “enclaves” ao longo da margem ocidental do Jordão e na Faixa de Gaza, ignorando não só a criação do Estado Palestino, no conjunto das fronteiras anteriores a 1967 e com Jerusalém Oriental como sua capital, os direitos dos seus cidadãos e sua auto-determinação como povo, mas também, ignorando a compensação e consequente regresso à pátria de 50% do povo palestino que estão espalhados por todo o mundo, conforme estabelecido pela resolução 194.

É inacreditável que um país (Israel), que deve sua existência a uma resolução da Assembléia Geral pode ser tão desdenhoso das resoluções que emanam da ONU, conforme disse o padre Miguel D’Escoto, quando pedia o fim do massacre contra o povo de Gaza, entre o final de 2008 e o início de 2009.

Sr. Secretário Geral e ilustres representantes dos povos do mundo:

É impossível ignorar a crise nas Nações Unidas. Em 2005, perante esta Assembléia Geral, nós sustentamos que o modelo de Nações Unidas havia se esgotado. O fato de que o debate sobre a questão palestina tenha sido adiado e está sendo abertamente sabotado, novamente nos confirma isso.

Há vários dias, Washington vem afirmando que, no Conselho de Segurança, vai vetar o que será uma resolução da maioria da Assembléia Geral: o reconhecimento da Palestina como membro pleno das Nações Unidas. Na Declaração de Reconhecimento do Estado palestino, a Venezuela, juntamente com as Nações irmãs que compõem a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA), denunciaram que tal aspiração justa pode ser bloqueada por esta via. Como sabemos, o império, neste casos e em outros, vem tentando impor o seu duplo padrão no cenário mundial: é a dupla moral ianque que tem violado o direito internacional na Líbia, e agora, permite que Israel faça o que bem entender, convertendo-se no principal cúmplice do genocídio palestino que vem sendo realizado pelas mãos da barbárie sionista. Edward Said tocou em ponto nevrálgico quando escreveu que: os interesses de Israel nos Estados Unidos criaram uma política em torno Oriente Médio israelocentrista.

Gostaria de finalizar com a voz de Mahmoud Daewish em seu poema memorável “Sobre esta terra”:

Sobre este terra, nós temos algo 
que faz a vida valer a pena: 
Nesta terra está a senhora da terra, 
Mãe de todos os começos 
Mãe de todos os fins.
Ela foi chamada… Palestina. 
Seu nome continua sendo… Palestina. 
Minha senhora, porque você é minha dama, 
eu mereço a vida.

Ela continuará a ser chamada Palestina: a Palestina vai viver e vencer! Longa vida livre, soberana e independente à Palestina!

Hugo Chávez Frías 
Presidente da República Bolivariana da Venezuela

Publicado originalmente em (inglês): http://www.mathaba.net/news/?x=628760

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