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Oriente Médio

Israel cria ônibus exclusivos para cidadãos palestinos. Segregação é comparável à praticada pelo regime nazista e pelo apartheid sul-africano, e é mais um elemento da política criminosa, discriminatória e genocida de Israel em relação ao povo palestino.


Imagine se você, em razão de sua raça, cor da pele ou crença, fosse privado dos seus direitos de cidadão, forçado a morar em bairros segregados, e proibido de compartilhar com outras pessoas escolas, estabelecimentos comerciais e lugares públicos como parques, ruas e até mesmo o direito de utilizar ônibus e trens.

Esta fotografia é de 1943, durante a repressão nazista contra o levante no Gueto de Varsóvia, criado em 1940 para isolar a população judaica de Varsóvia, na Polônia. Em torno do gueto os nazistas construiram um muro, segregando completamente os judeus. Esta foi uma liçao bem aprendida pelos sionistas, que desde 1948 praticam os memos crimes contra os palestinos, como comprovam o bloqueio à Gaza, a construção do muro do aparthaid na Cisjordânia e a política segregacionista.
Esta fotografia é de 1943, tirada durante a repressão nazista ao levante no Gueto de Varsóvia, que havia sido criado em 1940 para isolar a população judaica. Em torno do gueto os nazistas construíram um muro, segregando completamente os judeus.
Uma lição bem aprendida pelos sionistas, que vem praticando os mesmos crimes contra os palestinos, como comprovam o bloqueio à Gaza, a construção do muro do apartheid na Cisjordânia, as agressões militares contra a população civil e a política discriminatória e segregacionista contra a população árabe, entre outras violações aos direitos humanos.

Pois essa odiosa forma de discriminação social existe e tem um nome: a segregação racial, que se caracteriza pela institucionalização do racismo. Na história contemporânea os exemplos mais marcantes de segregação racial ocorreram na Alemanha Nazista, o apartheid da África do Sul e  as Leis de Jim Crow nos EUA, que somente foram revogadas na década de 1960, o que porém não garantiu aos afro-americanos, assim como às minorias latinas e asiáticas, a plenitude do exercício de seus direitos de cidadãos, prevalecendo as tensões resultantes de uma sociedade majoritariamente racista e preconceituosa, onde até hoje existem leis que preveem tratamento legal diferenciado para as pessoas em razão de sua origem e cor de pele.

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Entretanto, e apesar das inúmeras manifestações da comunidade internacional condenando o racismo e a segregação racial, o Estado de Israel continua aprofundando sua política discriminatória contra o povo palestino. Na primeira semana de março as autoridades sionistas anunciaram a criação de ônibus separados para os palestinos residentes na Cisjordânia e que trabalham em áreas ocupadas e em território israelense. O número de palestinos trabalhando legalmente em Israel cresceu nos últimos anos, atingindo a marca de 29 mil pessoas por dia. Esses trabalhadores moram em cidades palestinas na Cisjordânia e têm de passar por postos de controle das Forças de Defesa de Israel para conseguir entrar em Israel, apesar de possuírem visto de entrada. As únicas linhas de ônibus disponíveis para esse trajeto saem dos assentamentos judeus na Cisjordânia, que foram anexados ao território de Israel e que não admitem a entrada de palestinos sem autorização especial. Os trabalhadores embarcam nos veículos no meio de estradas depois de terem passado pela inspeção dos oficiais. Com a criação das linhas de veículos específicas, os palestinos não poderão mais utilizar tais ônibus, destinados principalmente aos colonos israelenses que moram nas terras ocupadas. Desde o dia 04 de março estas linhas já existentes estão entrando diretamente nos assentamentos judeus na Cisjordânia, sem a necessidade de parar nos postos de controle, onde embarcavam os palestinos. Enquanto isso, os novos ônibus passam pela inspeção das Forças de Defesa de Israel no posto de Samaria, na fronteira com o território palestino. De acordo com o jornal Haaretz, a polícia está encarregada de implementar a separação entre as populações e, se um palestino for identificado dentro de um ônibus “normal”, os policiais lhe pedirão para descer e esperar o ônibus “especial”. Segundo o professor de Direito da Universidade de Tel Aviv,  Eyal Gross, “a decisão de instituir ônibus separados para palestinos e colonos lembra a segregação racial nos Estados Unidos em 1896 e aproxima Israel do apartheid (da Africa do Sul)”. De fato, a criação destes “ônibus especiais” é mais um elemento da política discriminatória e genocida de Israel em relação ao povo palestino, que tem por objetivo a consumação da anexação ilegal dos territórios ocupados pela instituição de um regime de segregação.

onibusMesmo antes do anúncio do Ministério dos Transportes de Israel, os palestinos já encontravam dificuldades para embarcar nos ônibus “normais”. De acordo o jornal israelense Haaretz, oficiais de Israel começaram a expulsar esses trabalhadores em resposta às exigências dos moradores judeus dos assentamentos. No início de novembro do ano passado, a polícia israelense expulsou todos os passageiros palestinos de um ônibus, obrigando-os a andar por quilômetros até o próximo posto de controle das Forças de Defesa. Trabalhadores palestinos tem denunciado que os motoristas da companhia Afikim – responsável pelas linhas entre os assentamentos judeus e o território israelense – não vinham permitindo a entrada dos palestinos em seus veículos mesmo antes do anúncio das “linhas exclusivas para palestinos”. Na Cisjordânia já existe uma rede de estradas exclusivas para a circulação de carros com placas israelenses e nas quais veículos com placas palestinas não podem transitar.

Se a mais esta medida segregacionista somarmos as constantes e covardes agressões militares contra o povo palestino (siga os links e conheça mais sobre as agressões do estado sionista), a ocupação ilegal das terras palestinas, as prisões ilegais, a construção do Muro do Apartheid, o controle das fontes de água da Bacia do Jordão, o bloqueio econômico à Gaza, a sistemática destruição de aldeias palestinas dentro de Israel e dos territórios ocupados, a contínua expansão dos assentamentos, teremos então uma visão clara da política racista, discriminatória e genocida do estado sionista de Israel.

O muro do apartheid, estradas exclusivas, postos de controle e blitz nas estradas com soldados israelenses, o cordão que os assentamentos formam para limitar o acesso à terra e a água, e uma legislação controlada pelo Governo Militar israelense que controla a demolição e construção de casas, e agora, o segregacionismo institucionalizado, tudo isso faz parte do “modus operandi” do sionismo para consolidar a ocupação dos Territórios Palestinos e inviabilizar uma solução justa e pacífica que contemple a criação de um Estado Palestino livre, independente e viável.

Hoje cerca de 42% da Cisjordânia encontra-se sob ocupação israelense, que continua expandindo a construção de novas colônias, apesar dos protestos da comunidade internacional. Cerca de 380 mil colonos israelenses moram em assentamentos dentro dos territórios palestinos ocupados, subordinados à lei civil de Israel. Já os 2,5 milhões de palestinos dessa região estão sujeitos à lei militar que vigora no território, no qual a autoridade principal é o Exército de Israel.

Já passou a hora de países como o Brasil, de passado escravagista mas que vem vencendo o racismo e avançando significativamente nas políticas de inclusão social e combate a toda forma de discriminação, deixarem a retórica de lado e assumirem uma posição firme contra os crimes cometidos por Israel. Diante da arrogância e prepotência dos sionistas, de nada valem as Resoluções condenatórias da ONU ou as reprimendas dos mais diversos organismos internacionais de defesa dos direitos humanos.

Já é hora de seguir os passos do grande líder mundial Hugo Chavez, que em janeiro de 2009, após o covarde ataque israelense à Gaza, rompeu relações diplomáticas e expulsou o embaixador israelense da Venezuela. Logo depois, em abril do mesmo ano, reconheceu oficialmente a existência do Estado da Palestina. E o governo brasileiro? Estaria disposto a comprar esta ideia, ou sua pretensa solidariedade ao povo palestino existe apenas no campo da hipocrisia e da retórica vazia?

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Discussão

Um comentário sobre “Israel cria ônibus exclusivos para cidadãos palestinos. Segregação é comparável à praticada pelo regime nazista e pelo apartheid sul-africano, e é mais um elemento da política criminosa, discriminatória e genocida de Israel em relação ao povo palestino.

  1. ´é a ku kux klan do oriente médio.!!

    Publicado por azambuja | 2013/05/22, 12:24

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