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Arca de Gaza: construindo a Esperança. Seu apoio, o apoio de todos os brasileiros, é muito importante para o sucesso deste projeto. Compartilhe, vamos potencializar a corrente de solidariedade ao povo palestino!


Antecedentes: o bloqueio israelense à Faixa de Gaza

Em janeiro de 2006 o Hamas conquistou uma vitória histórica, ao vencer as eleições que determinariam os 132 membros do Conselho Legislativo da Palestina, que formaria então o novo governo palestino com a posse do primeiro-ministro Ismail Haniya em fevereiro daquele ano. Imediatamente, Israel confiscou as transferências de recursos devidos à Palestina -relativos a receitas de impostos, taxas e direitos alfandegários arrecadados por Israel nos Territórios Ocupados, conforme o Acordo de Oslo – e proibiu que os membros eleitos do Conselho Legislativo da Palestina circulassem entre Gaza e a Cisjordânia.

O objetivo israelense era promover a desestabilização do governo do Hamas e  forçar a convocação de novas eleições, esperando que a população, cansada de sofrer privações, tendesse então a votar por um governo sem o Hamas. Isso não ocorreu, mas as tensões provocadas pelo cerco israelense e pela paralisação da economia palestina levaram a uma série de sangrentos conflitos entre o Hamas e o Fatah entre os dias 7 e 15 de junho de 2007, que culminou com fim do governo de coalizão proposto por Haniya e a divisão do controle político do território palestino, assumindo o Hamas o governo da Faixa de Gaza enquanto o Fatah retomava o controle da Cisjordânia. Em 18 de junho de 2007, o presidente palestino Mahmoud Abbas decretou a ilegalidade do Hamas, reforçando a Autoridade Nacional Palestina com o apoio de Israel e dos países ocidentais. No mesmo dia, o governo de Israel fechou seus postos de fronteira com a Faixa de Gaza e impôs o bloqueio ao território palestino, proibindo todas as exportações e movimentação de pessoas. Com o bloqueio, as condições de vida na Faixa de Gaza se deterioraram gravemente e a população passou a enfrentar uma crítica escassez de suprimentos básicos, que iam de alimentos e remédios a combustíveis, materiais de construção e de higiene pessoal.

Para agravar mais ainda a situação, em dezembro de 2008 o governo israelense lançou uma operação militar de larga escala contra a Faixa de Gaza (veja: O Massacre de Gaza) que acabou por destruir a já precária infra-estrutura do território palestino. Após a retirada das forças israelenses, Gaza já não contava mais com energia elétrica e combustível, uma vez que os dutos do terminal de Nahal Oz (no sul de Israel, próximo à fronteira com Gaza), pelos quais chegava todo o combustível importado, tinham sido fechados. Havia água corrente somente uma vez a cada cinco ou sete dias e apenas durante algumas horas, e, em alguns locais, o esgoto se acumulava nas ruas, já que o sistema de saneamento fora danificado pelos bombardeios. Os moradores já não encontravam gás de cozinha e para calefação no mercado, em pleno inverno. O sistema de saúde, já debilitado desde o início do bloqueio israelense, entrou em colapso e faltavam medicamentos, equipes médicas, material e sangue para tratar os milhares de feridos.

Desde então a população de Gaza passou a depender fundamentalmente da ajuda humanitária, que entretanto, é limitada pelo governo israelense, uma vez que todas as doações devem passar primeiro pelo controle de Israel. Segundo a ONU, o governo israelense permite que, a cada dia, entrem 60 caminhões carregados com produtos de primeira necessidade, mas este número é muito inferior aos 475 veículos com ajuda humanitária que chegavam a Gaza antes de junho de 2007, quando o Hamas assumiu o controle do território, e certamente não supre as necessidades dos cerca de 1,5 milhão de pessoas que vivem no território palestino.

Todas as tentativas para levar ajuda humanitária direta aos territórios esbarraram no bloqueio militar imposto por Israel. O caso mais notório envolveu a morte de nove ativistas pela paz e dezenas de feridos, quando o exército israelense atacou, em águas internacionais, os barcos da “Flotilha da Liberdade”, que levavam 10 mil toneladas de ajuda humanitária para Gaza (Veja mais sobre o episódio em “Mavi Marmara, a história de um covarde ataque israelense”).

O bloqueio à Faixa de Gaza já foi comparado ás ações cometidas pelo nazismo na Europa durante a Segunda Guerra Mundial, uma “punição coletiva” contra o povo palestino, que constitui clara infração à Convenção de Genebra, passível de investigação pelo Tribunal Penal Internacional.

Construindo a Esperança

imagesEm junho de 2012 ativistas canadenses e de outros países, reunidos na Coalizão Internacional da Flotilha da Liberdade, lançaram um novo esforço para desafiar o bloqueio ilegal e desumano de Gaza, o único porto do Mediterrâneo fechado para o comércio. A inciativa, denominada “A Arca de Gaza“, consiste em construir um barco na Faixa de Gaza, utilizando recursos, mão-de-obra e a “expertise” dos palestinos, com assistência internacional.

Depois de concluído, uma equipe de marinheiros palestinos e ativistas de todo mundo zarparão de Gaza transportando mercadorias da Palestina para cumprir acordos comerciais que estão sendo estabelecidos pela “Arca de Gaza” entre os produtores palestinos e empresas ou ONGs internacionais, criando um canal de exportação para os produtos palestinos, apesar do bloqueio. A “Arca de Gaza” também está oferecendo treinamento para os marítimos em Gaza, para o manuseio das novas tecnologias de navegação eletrônica. O projeto da “Arca de Gaza” também conta com a participação dos pescadores de Gaza, cuja capacidade de operar em águas territoriais para obter meios de subsistência está ameaçada pelo mesmo bloqueio israelense.

Seus integrantes fazem questão de afirmar que o projeto “Arca de Gaza” não é um projeto de caridade. É uma ação pacífica contra o bloqueio imposto a Gaza por Israel de forma unilateral e ilegitimamente; uma iniciativa que desafia o bloqueio sionista para construir a esperança na Faixa de Gaza, confiantes de que os palestinos são capazes de reconstruir a sua economia através do comércio internacional.

Desde que foi lançada, a iniciativa já recebeu o apoio de milhares de pessoas, entre elas uma extensa lista de notáveis, premios Nobel, políticos, escritores, artistas e figuras públicas, como Desmond Tutu, Noam Chomsky, Mairead Maguire, Shirin Ebadi, Tawakkol Karman, Alice Walker, Denis Halliday J., Hans C. von Sponeck, Rigoberta Menchú Tum e muitos outros. Você pode ver uma lista completa no site da “Arca de Gaza”: http://www.gazaark.org/2012/12/02/our-supporters/.

A “Arca de Gaza” é um projeto que vai construir um barco em Gaza, que vai levar os produtos palestinos para o mundo. O principal objetivo da “Arca de Gaza”, com o apoio de pessoas como você, é desafiar o bloqueio ilegal e injusto de Israel.

O bloqueio vem tendo consequências trágicas em todos os aspectos da vida em Gaza. Aqueles cuja subsistência depende da fabricação, viram declinar sua capacidade de produzir em decorrência da falta de matérias-primas, que não podem ser facilmente importadas. Ao mesmo tempo, eles não podem exportar o produzem. Isso cria uma dependência de ajuda externa. O povo palestino não precisa de caridade. Precisa de apoio para fazer florescer uma economia independente e auto-suficiente.

Você pode se tornar uma parte deste projeto através da compra simbólica de uma parte da Arca de Gaza. Visite o site (www.gazaark.org) para saber mais e como você pode ajudar a tornar a Arca de Gaza uma realidade e / ou simplesmente fazer uma doação (http://www.gazaark.org/donate). Seu apoio, o apoio de todos os brasileiros, sua solidariedade, seu repúdio contra o bloqueio criminoso de Israel à Faixa de Gaza, são muito importantes para o sucesso deste projeto. Compartilhe, vamos criar uma corrente de solidariedade ao povo palestino!

Acompanhe pelo Facebook (www.facebook.com / GazaArk) e Twitter (@ GazaArk) ou contate por email o Comitê de Direção da Arca de Gaza para outras informações (info@GazaArk.org)

FREE PALESTINE!

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