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Oriente Médio

Aviação israelense bombardeia Gaza e a ameaça de uma invasão terrestre faz reviver o fantasma do massacre de 2008/09. Protestos em todo o mundo contra mais uma ação criminosa de Israel


Desde o início desta quarta-feira (14/11) Gaza encontra-se sob pesado bombardeio pela aviação israelense. Em mais uma ofensiva covarde e desproporcional, o ataque aéreo com mais de 20 incursões já provocou a morte de pelo menos 10 pessoas, entre elas três crianças (1, 4 e 7 anos), e ferimentos em mais de 50 palestinos.

Relatórios do exército israelense mencionam o envio de forças terrestres, fazendo reviver o fantasma da “Operação Chumbo Fundido” (2008/2009), quando após uma semana de ataques aéreos e bombardeios, tropas israelenses invadiram a Faixa de Gaza. Na operação, 1.335 palestinos perderam a vida, a grande maioria dos quais civis inocentes, inclusive mulheres e crianças (veja mais sobre o Massacre de Gaza).

A atual ofensiva começou com um ataque cirúrgico a um carro que transportava Ahmed Al-Jaabari, comandante do braço militar do Hamas, que governa Gaza desde 2007. Poucos minutos depois da morte de Al-Jaabari, grandes explosões atingiram Gaza, quando a força aérea israelense intensificou os ataques, provocando nuvens de fumaça e detritos sobre a populosa cidade, enquanto civis em pânico corriam em busca de refúgio.

O bombardeio destruiu a esperança de que uma trégua mediada pelo Egito na terça-feira (13/11) pudesse afastar a ameaça de uma guerra, depois de cinco dias de crescentes confrontações entre palestinos e israelenses. Através de seu ministro das Relações Exteriores, Mohammed Kamel Amr, o Egito condenou fortemente os “ataques aéreos que Israel está efetuando contra a Faixa de Gaza” e exigiu “sua suspensão imediata”. Amr também advertiu Israel para “uma escalada e seus possíveis efeitos negativos sobre a estabilidade regional”.

O Partido da Liberdade e da Justiça (PLJ), do presidente Mohamed Mursi, indicou que o Cairo não “permitirá mais que os palestinos sejam alvo de uma agressão israelense como no passado”.

“Os ataques do Exército israelense requerem uma ação árabe e internacional rápida para acabar com os massacres. Israel deve levar em consideração que as coisas mudaram no mundo árabe e em particular no Egito” – declarou o porta-voz do PLJ.

Os ataques provocaram indignação e preocupação nos países árabes,  que irão se reunir no sábado (17/11) no Cairo, sede da Liga Árabe, para discutir a ação israelense contra Gaza.

“A Liga Árabe convocou chanceleres árabes a se reunir no Cairo neste sábado para investigar o ataque israelense contra a Faixa de Gaza”, afirmou o chefe do grupo árabe, Ahmed Ben Helli, à Reuters. Seus comentários também foram publicados pela agência de notícias egípcia Mena.

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