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Oriente Médio

Para que o mundo não se esqueça: o Massacre de Qibya


A história do estado sionista de Israel está repleta de ignominiosidades, atos de barbárie incivilizada e mentiras, a começar pelo suposto “holocausto”, pretexto usado pelos banqueiros judeus – credores dos países vencedores da II Guerra Mundial – para impor a criação de um estado judeu.

Desde então as populações árabes da Palestina têm sido submetidas a todo tipo de atrocidade, expulsas de suas terras e expostas à sanha assassina do sionismo. Isso começou foi em 15 de maio de 1948, data conhecida como “Al Nakba” – o Dia da Catástrofe, quando em um único dia, as aldeias e cidades palestinas foram invadidas e incendiadas e 750.000 moradores expulsos, executados, submetidos ao “desaparecimento forçado” ou à condição de refugiados.

Infelizmente, o Nakba nunca cessou. Ao longo dos 64 anos que passaram desde aquele dia, o sionismo continuou a tomar terras dos palestinos e submetê-los a uma criminosa política de ocupação e discriminação. E algumas das ações israelenses são dignas de constar na História da humanidade entre as mais perversas e atrozes cometidas por um Estado contra populações civis.

Entre eles o Massacre de Sabra e Shatila (https://mkninomiya.wordpress.com/2012/09/16/para-que-o-mundo-nao-se-esqueca-o-massacre-de-sabra-e-shatila/) quando mais de 3.500 palestinos – homens, mulheres, crianças e idosos – caçados de casa em casa, torturados e assassinados, sem que até hoje, os responsáveis tenham sido punidos.

Ou ainda o Massacre de Qibya, que ocorreu na noite entre 14 de outubro e 15 de outubro de 1953, quando cerca de 600 soldados israelenses da Unidade 101 da Força de Defesa de Israel, sob o comando de Ariel Sharon, atacaram a aldeia de Qibya na Cisjordânia (que estava então sob soberania jordaniana). Neste dia, 69 civis palestinos – 2/3 dos quais mulheres e crianças – foram assassinados e suas casas demolidas, assim como uma escola, um reservatório de água e uma mesquita.

O governo de Israel afirmou que o massacre foi realizado por “civis colonos judeus”. Mas os registros mostram que ela foi ordenada pelo Primeiro Ministro Moshe Sharrett e perpetrado pelo exército israelense. Em 26 de outubro, o general Van Bennike testemunhou perante o Conselho de Segurança da ONU. Ele deu provas irrefutáveis ​​de que o ataque foi realizado por unidades regulares do exército de Israel.

Ariel Sharon, o comandante da Unidade 101, que assumiu a agressão terrorista, afirmou que as ordens de seus líderes haviam sido claras com relação à forma como os moradores da aldeia deviam ser tratados. Ele diz: “As ordens eram absolutamente claras: Qibya era para ser um exemplo para todos”

Publicação de documentos originais da época mostraram que Sharon ordenou pessoalmente às suas tropas “matar e causar o máximo de danos às propriedades”. Relatórios pós-operacionais falam de invadir casas e limpá-las com granadas e tiros.

Até os dias de hoje é dessa forma que o sionismo vem criando e expandindo o estado judeu de Israel. Mas como são “donos” da mídia internacional, suas barbáries não encontram eco, e o tempo e a indiferença fazem esquecer o passado. Mas o mundo não vai esquecer para sempre e um dia os sionistas pagarão caro pelos seus crimes.

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