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Oriente Médio, Política Internacional, Síria

“Assad não é o vilão que o Ocidente pinta. Ele modernizou a Síria, a industrializou, levou tecnologia para o país. E, agora, moleques radicais sunitas, que acreditam que se morrerem vão direto para o céu, estão saqueando nossos prédios, incendiando lojas, matando inocentes”


Rebeldes sírios em Homs. Insurgência é armada e financiada pelos EUA e os Países do Golfo, interessados em uma guerra civil sectária na Síria.

O texto abaixo foi publicado num dos jornais de maior circulação do Brasil – O Globo. Como acontece com a maioria das empresas jornalísticas do país, a linha editorial do “O Globo” encontra-se contaminada pela submissão aos interesses estratégicos do sionismo e pela influência norte-americana.

Dessa forma, as notícias publicadas a respeito da insurgência na Síria tem dado destaque apenas aos supostos massacres promovidos pelo Exército Sírio, sem mencionar as atrocidades cometidas pelas forças rebeldes, em sua maioria mercenários sunitas armados e financiados pelos países do Golfo Pérsico.

Mas a verdade aos poucos vem se impondo e até mesmo a “mídia global” não pode mais fechar seus olhos ao que é justo e verdadeiro: o Governo de Bashar al-Assad conta com o apoio da maioria da população síria, e luta contra uma oposição inconsistente e sem outro propósito senão derrubar o regime através de ações terroristas e o estímulo ao sectarismo.

Veja o artigo (os grifos são nossos):

Expulsa de casa, família cristã síria apoia Assad

Com parentes no Brasil, os Khezam acusam rebeldes de praticar crimes e criticam o Ocidente

“Eu quero a minha vida de volta. Quero poder voltar para casa, minha escola, meus amigos”. Pela mesma rede social usada por manifestantes da chamada Primavera Árabe, vem o apelo. É de lá, do Facebook, que Grace Khezam — uma adolescente cristã síria de 16 anos — manda notícias para o mundo de cá sobre o caos que se instalou em Homs, sua cidade natal, desde que começou o conflito armado entre o regime do ditador Bashar al-Assad e as forças que pedem a sua deposição.

Grace, o irmão Fouad, de 18 anos, o pai, o engenheiro Bachar, e a mãe, a artista plástica e professora Suzanna, tiveram que deixar às pressas, em abril, o apartamento em al-Hamidiea, bairro onde, antes do conflito, moravam 50 mil cristãos, um terço da comunidade na cidade. A família se refugiou nas montanhas. Mais precisamente em Mashta, a 60 quilômetros de Homs, onde, no verão, costumavam fazer piquenique. Passaram semanas sem energia elétrica, sem telefone, sem ir ao banco ou mesmo botar a cara na rua. Vivem hoje sob o domínio do medo, já que rebeldes — dizem, vindos do Líbano — tomaram Amar al-Hosn, um vilarejo ali perto.

Em Homs, ouvíamos tiros todos os dias e encontramos balas nas nossas varandas e na minha antiga escola. Rebeldes colocaram uma bomba a dez metros da entrada do nosso prédio. Eles iam para os telhados das casas à noite e gritavam “Allahu Akbar!” (Deus é grande). E também batiam em potes porque um xeque disse que, se eles fizessem isso, o regime cairia. Islâmicos até de outros países que estão guerreando com o Exército sírio estão praticando atrocidades, matando inocentes e roubando as casas.

“Primavera Árabe é conversa para boi dormir”

No prédio de oito andares em Homs moravam nove famílias, 14 integrantes dos Khezam. Nawaf, de 63 anos, tio de Grace e que tem três filhos morando no Brasil, foi o último a deixar o edifício com sua mulher, Nibal, de 50 anos, depois que cinco vizinhos foram assassinados. O tio Salah foi com o filho para a Jordânia. O tio-avô de Grace, Habeb Khezam, foi o único que ficou em Homs. Blindou portas e janelas com chapas de aço e reza.

Não sabemos quem matou a família vizinha, mas acreditamos que foram os rebeldes, pois uma das pessoas mortas trabalhava para o governo. Tamer Bitar, nosso amigo, também foi morto porque ajudou alguém do Exército a fugir. Os cristãos estão sendo banidos de suas casas, apesar de não terem nada a ver com a guerra. Estamos iguais aos cristãos no Iraque, expulsos de seu país sem que ninguém falasse nada — desabafa Grace.

Apesar de ser acusado de praticar crimes contra a Humanidade, Assad, no poder há 12 anos, tem o apoio dos cristãos. Entre um regime fundamentalista islâmico e Assad, ficam com o ditador.

Os manifestantes da Primavera Árabe estão certos de retirar do poder governantes ruins, mas, em nome dela, crimes estão sendo praticados. Pessoas boas estão sendo mortas. Democracia é muito bom para países com 70% de educação. E, hoje, o Ocidente está impedindo que a Síria receba dinheiro, comida, roupas. Não podemos esquecer que as armas que aqui estão são produzidas pelo Ocidente — diz Grace, através do Facebook.

Tio de Grace que vive no Brasil, Fawaz Khezam concorda com a avaliação da sobrinha.

Assad não é o vilão que o Ocidente pinta. Ele modernizou a Síria, a industrializou, levou tecnologia para o país. E, agora, moleques radicais sunitas, que acreditam que se morrerem vão direto para o céu, estão saqueando nossos prédios, incendiando lojas, matando inocentes. Essa história de Primavera Árabe é conversa para boi dormir. Essa guerra é patrocinada pela Arábia Saudita e países do Ocidente. Se Assad cair e os muçulmanos assumirem, vamos regredir.

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