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Israel cede às pressões e concorda em libertar Khader Adnan antes do tempo previsto


O palestino Khader Adnan encerrou sua greve de fome após 66 dias, depois que autoridades israelenses concordaram em liberá-lo em meados de abril, três semanas antes do previsto. Segundo o acordo, as autoridades israelenses prometeram não emitir uma nova ordem para estender sua detenção administrativa de quatro meses, além de concordar em incluir os 21 dias que ele passou inicialmente sob investigação dentro do período de detenção. Isto significa que o período de detenção terminará em 17 de abril em vez de 8 de maio.

A irmã de Adnan, Maali, falando da casa da família no norte da aldeia da Cisjordânia de Arrabeh, disse: “Estamos tão felizes que a greve de fome tenha alcançado um bom resultado”, acrescentando que foi uma “vitória” o fato que os 21 dias do período de investigação tinhe sido incluído como parte de sua detenção. Por sua vez a Organização pelos Direitos dos Prisioneiros Palestinos repetiu seus apelos para libertação imediata Adnan alertando que ainda era possível que a detenção pudesse ser renovada com base em novos “fatos secretos” que fossem levantados pelas autoridades israelenses.

O caso Adnan desencadeou manifestações de protesto na Cisjordânia e em Gaza, além de uma intensa mobilização internacional através das redes sociais condenando a chamada “detenção administrativa”, em que palestinos são presos sem acusação formal ou julgamento, com base apenas em “informações secretas” que podem ser apresentadas pelos militares a um tribunal, mas não ao réu ou seus advogados. Hoje 309 palestinos encontram-se em prisões israelenses no ambito da “detenção administrativa”, numa flagrante violação de seus direitos à liberdade e à ampla defesa, alicerces de um sistema judiciário democrático, que não encontra correspondência com o pensamento das lideranças políticas israelenses, como se conclui na declaração de Danny Danon, um dos expoentes do Likud, partido do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu: “as autoridades estabeleceram um precedente perigoso e capitularam perante o terrorismo. (…) Este acordo torna o sistema de valores israelense sem sentido”.

Que sistema de valores? Valores de um Estado anti-democrático, cruel, desumano, intervencionista e militarista. Isso é Israel.

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