Você está lendo...
Oriente Médio, Política Internacional

O Massacre de Gaza – Para que o mundo não se esqueça do terrorismo de estado, assassino e covarde, praticado por Israel


O dia 27 de dezembro marca o aniversário de uma das ações de estado mais desumanas e imorais que se tem notícia no mundo moderno. Nesse dia, em 2009, Israel desfechou um maciço ataque aéreo contra alvos civis na Faixa de Gaza, dando início à “Operação Chumbo Fundido” que ficou conhecido no resto do mundo como “o Massacre de Gaza”.

O inesperado ataque teve início às 11h30min, quando se sabia que muitas pessoas estariam nas ruas. Em um intervalo de cerca de quatro minutos mais de cem bombas foram disparadas contra prédios do governo, bairros residenciais, estações de energia elétrica, água e saneamento, mesquitas, escolas e hospitais. Evidentemente, não foi uma ação visando alvos militares mas a consecução de uma ação terrorista, genocida, contra toda população de Gaza e de outras cidades atingidas pelo ataque: Beit Hanoun, Khan Younis e Rafah.

Veja o que disse o Dr Haidar Eid, conferencista da Universidade de Al-Aqsa sobre o ataque israelense: “Escolher um horário assim, 11h30 da manhã, bombardear os corações das cidades, isso é horrível. Essa escolha tinha a intenção de causar o mais amplo massacre possível”.

Durante oito dias a Faixa de Gaza foi submetida a ininterruptos bombardeios, causando milhares de vítimas, a grande maioria das quais civis inocentes, inclusive mulheres e crianças. Na noite do dia 3 de janeiro as forças sionistas começaram a ofensiva terrestre, com tropas e tanques entrando no território palestino.  Claro retrato das intenções dos agressores, a primeira morte causada pela ofensiva terrestre foi de um menino de 11 anos, atingido pelo disparo de um tanque de guerra, que teria ferido 11 outras pessoas. O projétil lançado pelo tanque caiu sobre uma casa no bairro de Zeitun, no leste de Gaza.

Já contando centenas de mortos e milhares de feridos, a população palestina enfrentava agora mais do que as bombas israeleses. Com o ataque por terra a estratégia israelense era de destruir todo tipo de infra-estrutura nas cidades atacadas, além de impedir ou dificultar o socorro aos feridos e a ação de agências humanitárias. Hospitais, ambulâncias, médicos e paramédicos passaram a ser alvos dos ataques sionistas.

Nem mesmo a ONU escapou à sanha criminosa de Israel. No décimo-primeiro dia da ofensiva duas escolas administradas pela ONU foram atacadas. No primeiro ataque, ao menos três palestinos morreram e no segundo ataque o número de vítimas passou de 40, incluindo trabalhadores da UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina), estudantes e refugiados. A porta-voz da organização, Elena Mancusi, informou que este não foi o primeiro ataque a instalações da ONU. A segunda escola atingida estava na mira de soldados israelenses, segundo John Ging, diretor de operações em Gaza da UNRWA: “Nossas instalações de saúde, escolas ou armazéns são conhecidas pelas forças israelenses – para prevenir ataques do ar ou incursões. Eles sabiam que era um abrigo. Este foi um ataque contra uma instalação da ONU”, acusou Mancusi na ocasião.

Só no dia 17 de janeiro, pressionados pela reação internacional ao ataque covarde contra a população civil, Israel anunciou uma trégua unilateral, a partir da madrugada do dia seguinte, mas a retirada total das tropas israelenses só aconteceu no dia 21 de janeiro, após a anuência dos EUA.

Em 1o de julho uma comissão do Conselho de Direitos Humanos da ONU chegou à Faixa de Gaza para investigar violações dos direitos humanos durante a ofensiva israelense. Em 15 de setembro de 2009  a comissão apresentou seu relatório, concluindo que Israel “cometeu crimes de guerra e contra a humanidade”, e que “embora o governo israelense tenha procurado caracterizar suas operações essencialmente como uma resposta aos ataques de foguetes, no exercício do seu direito de auto-defesa, a comissão considera que o plano visava, pelo menos em parte, um alvo diferente: a população de Gaza como um todo”.

As perdas materiais resultantes da agressão israelense foram calculadas em torno de US $ 5 bilhões. Os bombardeios e ataques de artilharia destruíram cerca de 20.000 residências, 20 mesquitas, 18 escolas, universidades, centros de educação e hospitais, entre eles os de Shifa e de Jerusalém. Também foram alvos emissoras de rádio e televisão, incluindo a Al-Aqsa.

A Operação Chumbo Fundido resultou no martírio de 1.335 palestinos, mais da metade deles civis. 773 deles não participaram nos combates, incluindo 420 jovens ou crianças (252 com menos de 16 anos) e 105 mulheres. Entre os mortos, contavam-se 14 médicos ou paramédicos, 4 jornalistas e 5 cidadãos estrangeiros. O número total de feridos ultrapassou os 5.500, entre os quais 1.600 crianças.

A maioria dos feridos sofreram queimaduras graves e amputações, em razão das bombas de fósforo branco utilizadas pelo Exército Israelense, apesar da proibição internacional para o uso desse tipo de arma.

As fotos a seguir não são como a propaganda sionista produzida em Hollywood. São retratos da verdade, fragmentos da história real, da luta do povo palestino contra um inimigo cruel e desumano. São imagens chocantes. Não veja, se não tem nervos de aço ou se tem o coração fraco…

Este slideshow necessita de JavaScript.

Nossos agradecimentos a Reham Mohamed, que vive em Gaza, e postou em seu Facebook as fotos e estatísticas que me ajudaram a construir este artigo. 
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: