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Oriente Médio, Política Internacional

Mais um órgão da ONU reconhece formalmente o direito do povo palestino à autodeterminação.


O povo palestino obteve mais uma significativa vitória no âmbito da ONU. Em votação realizada na última terça-feira (22/11/2011), a Comissão da Assembléia Geral das Nações Unidas para Assuntos Sociais, Culturais e Humanitários (SoCHum) aprovou por maioria absoluta (166 votos a favor, 4 abstenções e 5 contra) Resolução proposta pelo representante do Egito reafirmando o direito do povo palestino à autodeterminação, incluindo o direito ao seu Estado independente da Palestina, acrescentando que a Assembléia iria “instar todos os Estados, bem como as agências especializadas e organizações do sistema das Nações Unidas, para continuar a apoiar e ajudar o povo palestino na realização antecipada do seu direito à autodeterminação”.

Nadia Rashid, membro da Missão Permanente de Observação da Palestina na ONU, expressou sua gratidão a todos os países que votaram a favor da Resolução e disse que a votação quase unânime em favor da Palestina veio em um momento especial na luta pela liberdade do povo palestino, que busca se tornar membro efetivo da comunidade das nações.

Entre os votos contrários estavam o dos Estados Unidos e de Israel, que dessa forma mostra ao mundo, mais uma vez, sua rejeição a uma coexistência pacífica entre árabes e judeus e aos esforços pela paz. Rashid lembrou ainda que a verdadeira ameaça à paz são a expansão dos assentamentos em territórios ocupados e construção do Muro do Apartheid, que fazem parte da política do Estado opressor de Israel.

Secretário Geral da ONU condena Israel pela expansão dos assentamentos em território ocupados e pelo confisco do repasse devido à ANP

Também neste dia o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki Moon, telefonou para o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, para pedir que o Estado de Israel devolvesse à Autoridade Nacional Palestina o dinheiro referente ao pagamento de impostos e que interrompesse os assentamentos nos territórios ocupados, que segundo suas palavras, “prejudica os esforços de paz e violam a lei internacional”

A suspensão do repasse dos pagamentos do Imposto sobre Valor Agregado e receitas alfandegárias arrecadadas em nome da ANP – cerca de US$ 100 milhões mensais – vem acontecendo desde setembro deste ano, como medida retaliatória pela aceitação da Autoridade Palestina como membro efetivo da UNESCO.

Felicitações ao povo da Palestina pelo reconhecimento formal de mais um órgão da ONU do seu direito à autodeterminação e de um Estado independente. É mais um passo fundamental para dar fim à inaceitável ocupação israelense e mostra que a cada dia o mundo vem reconhecendo os crimes cometidos por Israel contra o povo palestino, aumentando o apoio à sua causa.

Lamentamos que a imprensa aqui no Brasil não tenha dado nenhum destaque a esta importante notícia, mostrando mais uma vez que encontram-se ao serviço do sionismo.

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