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Política Internacional

Plano americano para desestabilização do Oriente Médio coloca em xeque a paz entre sunitas e xiitas


Nessa última terça-feira (11/10/2011) os EUA deram mais um passo em seu maquiavélico plano de desestabilização do Oriente Médio, ao acusarem o governo iraniano de tramar o assassinato do embaixador saudita e atacar as embaixadas saudita e israelense em Washington. Mesmo diante do ceticismo demonstrado por especialistas e governos, os americanos insistem em suas acusações na tentativa de insuflar a histórica rivalidade entre sauditas e iranianos, parte de um sórdido planejamento cujo objetivo é fazer explodirem os “barris de pólvora” no Oriente Médio e levar a humanidade a uma nova guerra de espectro mundial, na tentativa de salvar sua combalida economia.

Depois de financiar e dar apoio logístico e de inteligência à chamada “Primavera Árabe”, que derrubou o governo do Egito, os americanos investiram militarmente – através dos fantoches da OTAN – contra a Líbia, onde ainda resistem forças leais a Kadhafi. Concomitantemente tramam contra a Síria, que também enfrenta dissidências armadas financiadas e apoiadas pela CIA.

Por outro lado, a instabilidade nos países muçulmanos acabou por refletir na política interna de Israel, que em poucos meses acabou politicamente isolado, possibilitando avanços significativos nos meios diplomáticos pela Autoridade Nacional Palestina, que apresentou à ONU o pedido de reconhecimento formal do Estado Palestino. Diplomatica e politicamente derrotado, Israel intensificou as ações para assentamentos de colonos em áreas reivindicadas pelos palestinos, aumentando o nível de tensão na região e as possibilidades de uma nova Intifada (ver Glosário).

Ao acusar a alta cúpula iraniana de planejar o assassinato do embaixador saudita em Washington, os EUA apostam no acirramento da chamada “Guerra Fria do Oriente Médio”, que opõem o reino sunita da Arábia Saudita contra a xiita República Islâmica do Irã, dois dos principais países produtores de petróleo da OPEP e que tem se posicionado em lados contrários nas lutas sectárias que envolvem o Iraque – que após a intervenção americana e a queda do sunita Saddam Hussein passou a ser governada por um governo xiita – o Líbano e o Bahrein, onde protestos da maioria xiita contra a monarquia sunita foram vistos em Riad como “prova” da interferência iraniana.

Ao insuflar a rivalidade entre sunitas e xiitas, os EUA pretendem levar a um processo de libanização de todo Oriente Médio.

Os que conhecem um pouco da história do Oriente Médio sabem que esta rivalidade, se potencializada, constitui enorme fator de risco para eclosão de uma guerra sem precedentes, porque toca o âmago da maior divisão sectária entre os povos muçulmanos. Através de ações de inteligência, os EUA tem provocado instabilidade nas relações políticas entre os países muçulmanos, afetando o frágil equilíbrio que vinha possibilitando uma relativa paz na região. O objetivo yankee parece ser “libanização” de todo Oriente Médio, em referência à Guerra Civil Libanesa (1975-1990) que opôs milícias cristãs, sunitas, xiitas, drusos e palestinos, como também os exércitos regulares de Israel e da Síria, sendo a violência sectária responsável por inúmeros massacres de populações civis.

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