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Economia, Política Internacional

2008/2011 – O colapso do capitalismo


Londres em chamas - Crise econômica tem efeitos imediatos no ambiente social: crescente desigualdade, pobreza, desemprego e desesperança, que levam a convulsões sociais, como as observadas em várias cidades da Inglaterra

Os violentos distúrbios em Londres e noutras cidades inglesas na mesma semana em que a crise econômica produziu um terremoto nos mercados financeiros mundiais não foi mera coincidência. Na verdade, foram dois sintomas distintos de um mesmo fenômeno, que vem se evidenciando a cada dia: a degradação e o colapso do modelo judaico-cristão de desenvolvimento, calcado desde meados do século passado no chamado “capitalismo financeiro”, em que os diversos setores da economia são controlados pelo poderio econômico dos bancos e outras instituições financeiras.

Neste modelo econômico não é o trabalho nem o capital que determinam o valor dos ativos, mas a especulação; não é o dinheiro que movimenta a economia, mas o crédito farto, que traz em seu bojo as mais variadas formas de lucro financeiro, como juros, ágio e o “spread” das “operações de risco”, criando uma “economia vodu” que na eclosão da crise em 2008 estava estimada em cerca de US$ 30 trilhões.

Essa valoração fantasma dos ativos alimenta o processo especulativo, num ciclo que se por um lado cria a impressão de falsa riqueza – manifestada na expansão do consumo – por outro é diretamente responsável pela desestruturação a longo prazo das economias nacionais, uma vez que a oferta abusiva de crédito se faz por conta de déficits externos e orçamentários, criando um desequilíbrio fiscal que logo se torna uma crise crônica, sem solução viável, seja por razões políticas ou econômicas.

O que está acontecendo hoje é uma crise da dinâmica do capital, que levou suas instituições ao limite. É opinião comum entre os economistas que a expansão excessiva de crédito esteve sempre por trás das maiores crises financeiras da história moderna: o crash de 1929 seguida da Grande Depressão na década de 30 nos EUA; o crash de 1989 e as duas décadas de estagnação do Japão, e agora esta gigantesca crise, depois da volatilização da liquidez global entre 2003 e 2007, que levou à implosão dos bancos em 2008.

Naquela oportunidade os governos socorreram os bancos, injetando liquidez no sistema bancário de modo a evitar mais casos de insolvência, conseguindo dessa forma deter a implosão de todo sistema financeiro mundial. Dados do FMI indicam que só no ano de 2008 as perdas decorrentes das hipotecas do mercado imobiliário e do total dos créditos de “subprime” chegaram a mais de 15 trilhões de dólares. Tudo isso teve um preço, que começam a pagar agora em 2011 com a séria crise de endividamento dos próprios governos, forçando-os a adotar uma série de medidas de austeridade que vão atingir diretamente os mais pobres.

Essa é sem dúvida a pior crise econômica dos últimos 80 anos e o pós-crise será marcado por uma forte e longa recessão, onde se fará sentir a desaceleração das economias americana e européia, com imediatos efeitos no ambiente social: crescente desigualdade, pobreza, desemprego e desesperança, que levarão inevitavelmente a convulsões sociais, como as já observadas na Inglaterra. Algum alento poderia vir das economias emergentes, como o BRIC (Brasil, Rússia, India e China), mas essa esperança é nula uma vez que são países assolados por uma cultura fortemente arraigada na corrupção, com sérios desequilíbrios fiscais e problemas sociais crônicos, portanto despreparados para liderar um processo de retomada econômica a nível mundial. Serão dias difíceis os que se seguirão….

2008/2011 — انهيار الرأسمالية ، والمسيحية واليهودية

كانت اعمال الشغب العنيفة في لندن والمدن الإنجليزية الأخرى في الأسبوع نفسه أن الأزمة الاقتصادية المنتجة وقوع زلزال في الأسواق المالية العالمية ليس مجرد صدفة. في الواقع ، كان اثنان أعراض مختلفة لنفس الظاهرة ، وهو ما يظهر جليا في كل يوم : من تدهور وانهيار النموذج اليهودي المسيحي للتنمية ، ومقرها منذ بداية القرن الماضي ما يسمى ب “الرأسمالية المالية” الذي المختلفة يتم التحكم في قطاعات الاقتصاد من خلال القوة الاقتصادية للبنوك والمؤسسات المالية الأخرى.
في هذا النموذج الاقتصادي لا عمل ولا رأس المال لتحديد قيمة الأصول ، ولكن المضاربة ، وليس المال الذي يدفع الاقتصاد ، ولكن الفضل وفيرة ، والتي تجلب معها مختلف أشكال الكسب المالي ، والفائدة وحسن النية و”انتشار” من “مخاطر العمليات” خلق “اقتصاد الدجل والشعوذة” التي كان من المقدر أن اندلاع الأزمة في عام 2008 بنحو 30 تريليون دولار.
هذا التقييم من شبح الأصول يغذي عملية المضاربة ، وهذا يخلق حلقة من ناحية الانطباع الخاطئ للثروة — تتجلى في التوسع في الاستهلاك — والآخر هو المسؤول مباشرة عن تفكك طويلة الأمد للاقتصادات الوطنية ، لأن العرض غير عادلة يرصد الائتمان على حساب العجز الخارجي والميزانية ، وخلق عدم التوازن المالي الذي سرعان ما يصبح أزمة مزمنة مع عدم وجود حل قابل للتطبيق ، إما لأسباب سياسية أو اقتصادية.
ما يحدث اليوم هو أزمة لديناميات رأس المال ، مما أدى مؤسساتهم إلى الحد الأقصى. ومن المعتقدات الشائعة بين الاقتصاديين أن التوسع المفرط للائتمان كانت دائما وراء الأزمات المالية الأكبر في التاريخ الحديث : تحطم الطائرة في عام 1929 تليها فترة الكساد العظيم في 30S في الولايات المتحدة ، وتحطم في عام 1989 ، وعقدين من الركود في اليابان ، والآن هذه الأزمة الهائلة ، وبعد تبخر السيولة العالمية بين عامي 2003 و 2007 ، والتي أدت إلى انهيار البنوك في عام 2008.
في ذلك الوقت الحكومة تنقذ البنوك ، وحقن السيولة في النظام المصرفي لمنع المزيد من حالات الإعسار ، ومن ثم تمكينهم من وقف انهيار النظام المالي بأكمله العالمية. بيانات صندوق النقد الدولي تشير إلى أن الخسائر في 2008 فقط من سوق الرهون العقارية عالية المخاطر والمطالبات مجموعه “الرهن العقاري” الذي تم التوصل إليه ما يزيد على 15 تريليون دولار. كل هذا جاء في الأسعار ، فإنها تبدأ بدفع الآن في عام 2011 مع أزمة الديون الخطيرة من حكوماتهم ، وإجبارهم على اتخاذ سلسلة من التدابير التقشفية التي ستصل مباشرة على الفقراء.
لا شك أن هذا أسوأ أزمة مالية في 80 عاما ، وبعد الأزمة ينبغي أن تكون وضعت من قبل الركود قوية وطويلة ، والتي سوف يشعر التباطؤ في الولايات المتحدة والاقتصادات الأوروبية ، وبمفعول فوري في البيئة الاجتماعية : تزايد عدم المساواة ، والفقر ، البطالة واليأس ، مما سيؤدي حتما إلى اضطرابات اجتماعية ، كما لوحظ سابقا في انكلترا.
فإن أي التشجيع يأتي من الاقتصادات الناشئة مثل دول بريك (البرازيل وروسيا والهند والصين) ، ولكن هذا الأمل هو باطل كما هي البلدان التي تعاني من ثقافة عميقة الجذور في الفساد ، والاختلالات المالية الخطيرة والمشاكل الاجتماعية المزمنة ، لذلك غير مستعدة لقيادة عملية الانتعاش الاقتصادي في جميع أنحاء العالم.
وسيتم في الأيام الصعبة التي سوف تتبع….

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