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Política Internacional

Afeganistão: Aliança Ocidental sofre maior revés desde 2001


Trinta e um militares americanos foram mortos na primeira semana de agosto (06/08/11) em combate contra mujahidins do taleban, no que é o maior revés sofrido pela aliança ocidental desde 2001, quando teve início a ocupação do Afeganistão. Os militares mortos eram integrantes do “Navy Seal”, unidade especial que comandou o assassinato do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, no Paquistão.

As baixas ocorreram quando um helicóptero de transporte de tropas modelo Chinook, que dava cobertura a uma operação noturna na província de Maidan Wardak, a oeste da capital Kabul, foi derrubado por foguetes disparados pelos mujahidins. Um segundo helicóptero também foi atingido, mas conseguiu fazer um pouso forçado na província de Khost. Comunicado do Taleban ratificou a autoria dos disparos, informando ainda que oito de seus integrantes foram mortos na batalha.

Após o brutal e covarde assassinato de seu líder, Osama Bin Laden, o Taleban tem intensificado suas ações contra as forças da aliança ocidental, comandada pelos Estados Unidos, aumentando significativamente o número de baixas entre os soldados estrangeiros no Afeganistão. Atualmente, cerca de 140 mil estrangeiros integram as forças invasoras no país, dentre os quais 100 mil são americanos.

Com a economia em crise, e diante da perspectiva de uma guerra longa e custosa, os Estados Unidos e seus aliados deveriam refletir seriamente sobre a política de interferência no Mundo Islâmico, retirando imediatamente suas forças de ocupação do Afeganistão, assim como no Iraque, Iêmen, Paquistão, Líbia e Somália. Desde 2010 o governo americano gastou mais de U$ 800 bilhões em ações militares, além de incitar e financiar os levantes populares que derrubaram os governos do Egito e da Tunísia e que vem trazendo instabilidade a países como Líbia, Bahrein, Síria, Iêmen e Jordânia, acontecimentos cinicamente chamados de “Primavera Árabe” pela imprensa ocidental.

Por outro lado, são grandes as possibilidades de que a violenta recessão que está por atingir o mundo ocidental atire os Estados Unidos e seus aliados europeus numa aventura militarista de larga escala, uma nova Cruzada, buscando desviar os focos de tensão internos – economia em frangalhos, desemprego, crise social, crise de confiança política – para uma ameaça externa, atribuída ao mundo muçulmano, ao mesmo tempo em que gigantescos investimentos públicos sejam feitos na indústria militarista, na tentativa de reaquecer suas combalidas economias.

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