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Extremismo Islâmico, Política Internacional

Osama Bin Laden – a morte é apenas o começo


“A morte é apenas o começo”. Talvez nenhuma outra afirmação venha a retratar de forma mais realista o cenário mundial após o brutal assassinato do líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden, num ato terrorista perpetrado por soldados americanos, ontem (domingo 01/05/2011) no Paquistão. No mesmo dia, aviões da coalizão ocidental que atuam na Líbia bombardearam a casa de Muammar Gaddafi, matando seu filho mais novo e outras três pessoas, entre elas duas crianças. Coincidência? Não!

Ambas ações fazem parte dos métodos da aliança judaico-cristã, liderada por Israel e os Estados Unidos, em sua nova Cruzada contra o mundo islâmico. Sob o pretexto de combater o terrorismo, invadiram o Iraque, o Afeganistão e isolaram os palestinos na Faixa de Gaza; sob o pretexto de “conduzir reformas democráticas”, financiaram e deram apoio logístico à revolta que derrubou o presidente do Egito, Hosni Mubarak, e que ameaça a estabilidade política em quase uma dezena de outros países, como o Bahrein, Síria, Jordânia, Iêmen, Argélia e Arábia Saudita; sob o pretexto de “proteger a população civil” , foram descaradamente mais longe na Líbia, intervindo militarmente na guerra civil que eles mesmo provocaram.

A morte de Bin Laden não representa o fim da Al Qaeda. E a queda de Mubarak ou de Gaddafi não representará a formação de um novo mundo islâmico, nos moldes da “democracia” ocidental. Assumindo todos os riscos possíveis, os Novos Cruzados apostam na desestabilização política, nos assassinatos e na morte de inocentes para vencer mais esta guerra que travam contra o Islã. E tudo o que eles desejam é o controle das maiores reservas de petróleo do mundo.

Não há dúvidas que os atentados terroristas irão continuar, e que outros “Osamas”, “Husseins” e “Gaddafis” irão continuar sua luta contra os infiéis. Não há dúvidas que milhares de inocentes, judeus, cristãos e muçulmanos, perecerão ao longo da guerra que irá seguir. Não há dúvidas que a propaganda ocidental irá atribuir a culpa pelas vítimas desta guerra suja ao “extremismo islâmico”, produzindo outros “inimigos públicos” de igual magnitude.

Mas não se deixe enganar: a razão disso tudo são as reservas de petróleo do Oriente Médio, e vilões são os que olham para aquela terra com ganância; os que não respeitam os costumes, a religião e o “modus vivendis” dos povos islâmicos; vilões são os que se arvoram donos do mundo e da verdade e que acreditam ter o poder de dobrar pela força ou pela astúcia, os joelhos de povos que tem orgulho de seu passado, de seus costumes e de sua fé.

A Jihad está apenas começando….

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